20 fevereiro 2012

Bom dia...


Bom dia...

Foi deste modo que cumprimentei, hoje, logo pela manhã, a minha estrelinha.

Ela estava junto de mim, silenciosa, feliz, aguardando pacientemente o meu despertar.

Ela sorriu. E catapultou, desse modo magnífico que só ela sabe fazer, milhentas cores de luz, em todas as direcções, no meu quarto. É o seu modo natural de me saudar e mostrar o seu contentamento em estar comigo.

É um acordar mágico, impensável para a maioria dos mortais, colorido e divvertido, feliz.

A seguir, como nos outros dias, a minha estrelinha, contou-me a sua habitual aventura da noite passada, em que atravessou mares e mundos, apenas para olhar, e ver, esse amor fantástico e belo, que sonho em minha vida, e que ela garante existir.

É muito lindo, em cada manhã, ao acordar, ter a meu lado a minha estrela. Ela tráz tudo o que me dá alento e vontade de viver. Me fala do mar, do mundo, e sobretudo, traz-me novas de um amor, que muitos proclamam imaginário e fruto mesmo de uma lucidez que há muito deixou de existir, mas que nós, eu e a estrelinha doirada, bem sabemos, existe.

E como existe, e existem, o amor, o sonho, a ilusão, o mar azul, o céu iemnso, o universo e milhentos mundos, e tantas outras coisas maravilhosas que nos proporcionam encantamento, eu acordo em cada manhã, e me sinto bem.

Basta-me olhar, quando abro os olhos, e ver milhões de luzinhas coloridas bailando no meu quarto. E, nesse ambiente indescritível, de luz e cor, e fantasia, a minha estrela, me saúda, e me dá notícias de meu amor.




Hoje, como em tantos outros dias...





Muitas vezes tudo aquilo que o nosso coração sente, torna-se, de tão profundamente intenso e grande, dificil de expressar.

A caneta que temos na mão, teima em ficar à espera, suspensa de movimentos, vazia de ideias, enquanto uma amálgama tumultuosa de sensações, se baralham, misturam, atropelam, num desnorte sem qualquer sentido, e tal, que nada sai.

Muitas vezes, confesso, desespero, procurando expressar de um modo elegante e certo, tudo aquilo que me vai na alma, e fazer obra, já que o que tenho dentro de mim é muito belo, sempre, porque tu estás aí. Aqui. Dentro de mim.

Mas, como é óbvio, muito mais que um criativo poeta, ou aceitável escritor de novela, sou apenas um sonhador destemperado, que vive em sobressalto, enamorado, aprisionado de sonhos e delírios, tantos e tão fantasiosamente bonitos que adoro descrever.

Gosto de utilizar as palavras, procurá-las, e fazer com elas o que um compositor realiza com as suas notas musicais, isto é, concretizar algo onde esteja beleza e porque não dizê-lo, um pouco de magia e encanto. Um realiza a música que nos vai dar alento e alegria à alma, eu, humildemente, tengo construir alguma coisa, com cada palavra, que possa servir, o que sinto em mim, e que é maravilhosamente belo, realizando assim, uma composição que seja harmoniosa e seja bonita.

Pode ser tudo isso, ousadia, ou vã vaidade, mas, um coração permanentemente enamorado, esquece as agruras da vida, o cinzentismo balofo do mundo, a mesqueinhez humana, e parece perceber apenas, a beleza de um dia de sol, a maravilha da natureza, os valores singelos da amizade, ou a fantasia inimaginável e bela de um amor feliz.

Hoje, como em outros tantos dias, olhando para dentro de mim, e vendo o mundo e a vida, percebo que é maravilhoso estar enamorado. Hoje e sempre, até ao fim do mundo, quando desfruta intensamente de um acordar alegre em cada manhã, quando te recordo e lembro que existes, e de passar o dia tranquilo e feliz, te imaginando, e por fim, quando descanso à noite no meu leito, quentinho e satisfeito, por te sentir a meu lado.

Hoje, como em tantos outros dias, procuro as palavras, para dizer baixinho a mim mesmo que sou feliz, que te tenho, que mesmo que existas apenas num dos inúmeros mundos por descobrir, me dás em cada instante a magia de um sonho belo, e a luz de um sol doirado, brilhante, que me aparece em cada dia deste inverno.

Hoje, como em outros dias, estou bem, porque estou contigo. Te quero e te amo. Te sinto. Me dás energia e me fazes acreditar na felicidade grandiosa de ter a meu lado, num qualquer lugar do universo, alguém. Sei que existes. Sinto-te. Estás em algum lugar. És minha como eu sou teu.

Hoje, como em tantos outros dias, como te tenho, sou feliz.







14 fevereiro 2012

Um dia de amor...




um dia lindo aos que se amam lhe desejo
um dia de amor
de ternura
de magia
de muito afecto e sonho
que hoje seja o primeiro dia de muitos mais, e que sejam belos
lhe ofereçam um estar bem, sem fim
paz, amor, serenidade, contentamento, alegria
e eu, longe,
só na distancia que aparentemente existe
(na verdade me sinto bem perto)
pois minha estrelinha parte todas as noites a ver-te
e entregar-te os mil beijinhos que todos os dias fabrico
de amor e ternura, de desejo e entrega, de sonho e futuro,
para, suavemente, tocarem sua pele
hoje, que é um dia lindo de amor
de namoro e amizade,
do que mais belo existe entre dois seres
que depois se descobrirem
não se apartam mais,
de projecção em maravilhas que se desejam e virão
hoje, olho, como sempre olho, o céu
e sei, que do outro lado dessa manchinha imensa de azul
estás... linda
e do outro lado desse mar, que aos pulinhos vai beijando as praias do mundo
estás... maravilhosa
e aqui no meu coração, dentro mim
estás... querendo-te minha
hoje, como em tantos outros dias
estou contigo, lado a lado
ou frente a frente
e olhando o teu sorriso
sinto em mim
a alegria de amar-te
muitos beijos
te envio no espaço
meu amor lindo
na estrelinha
e te desejo
feliz dia
de um amor sem fim
porque te quero
em mim








13 fevereiro 2012

Ontem,... vi o mar





Estive alguns dias ausente. Passava por aqui apenas, mas confesso, nunca senti ânimo suficiente, capaz de me fazer sair de uma cinzenta letargia, e assim, fui incapaz de criar fosse o que fosse, não sabia escrever, não podia comunicar. Estive neutralizado, embalado numa monotonia desinspiradora, dias e dias, e posso mesmo afirmar, não caindo em equívoco nem temendo faltar à verdade, nem mesmo nas noites frias, deste teimoso e gelado inverno europeu, pude sentir, nem por breve momento, a breve carícia, feliz e aconchegadora, de um sonho.

Mas ontem, curiosamente, e fruto e uma verdadeira fantasia tornada realidade, despertei de novo para o mundo e para a vida.

O azul do mar, o céu, a imensidão dos oceanos e a pequenez do mundo, o sol doirado, as estrelas, tudo voltou a estar presente em mim.

A minha estrelinha - dizem alguns que a imagino num delírio que já tomou posse de mim e não tem cura - voltou a brilhar, voltou a visitar-me , e as suas milhentas e alegres cores, catapultadas em todas as direcções, derivado dos seus movimentos incrivelmente rápidos e rodopios, com que ela manifesta o seu contentamento, encheu-me o coração de uma renovada alegria.

O mar, essa mancha maravilhosa e sem fim, de um azul inacreditavelmente belo, sempre em movimento, bailando, num abraço interminável com o céu, voltou a tocar os meus pés, na praia, no princípio e no fim, que me leva à mais gostosa fantasia. Ele não é mais a separação, a barreira, algo que parece intransponível, e está no meio, mas se afigura muito mais como uma janela aberta, permitindo que através dela, e fazendo sentir tudo isso, posso vislumbrar o sonho que permanece, e existe, do outro lado do mundo.

Esse sonho, esse espaço sem quaisquer limites que se estende da imaginação ao ser, se afirma de novo como algo que existe, e que é possível.

Depois de uns dias em que parecia hibernado das coisas e do mundo, do que é, ontem voltei a sentir que continuo vivo. Que o mundo não é um enorme imaginário de desgraças sem fim, nem a vida uma condenação perpétua a que ninguém pode fugir. Ontem vi-te, e tal como no conto de fadas da nossa infância, o simples olhar-te, fez-me acordar, sendo que, nesse despertar pude ver que a felicidade é possivel, em cada dia, e que o futuro existe, cada vez que sonhamos.

Ontem acordei. E ao contrário do que nos parece dizer a realidade dos factos da nossa existência, deixei um pesadelo em que parecia condenado a viver, para entrar em numa nova esperança, uma nova etapa, ou novo rumo, onde, curiosamente, a realidade mais parece um sonho.

Ontem, estive contigo. Vi o mar, escutei o son das águas, olhei o céu. Vi as estrelas brilahndo no firmamento. Ontem a minha estrelinha voltou a estar comigo.

Ontem, olhei ao longe, e pude ver-te. Com o olhar, em ti, despertei, e abrindo os olhos, e sentindo de novo, penetrei intensamente num sonho muito belo. Vi o mar... ontem.





27 janeiro 2012

Será que estou perdido...





Será que estou perdido?

Hoje acordei em sobressalto. Ainda reinava o silêncio da noite e a escuridão obstaculizava-me a percepção do mundo real em que vivo, e onde desperto em cada manhã.

Muitas vezes é com os primeiros raios de sol, ou de luz que entra no meu quarto, que dou conta dos contrastes entre um ambiente fantástico em que sou feliz, te tenho, te amo, e onde tudo de belo acontece e é natural, e esta existência rotineira, insípida, monótona, sem cor, nem luz, do quotidiano dos tempos que correm.

Hoje, tudo se antecipou. Tomei consciência, se assim se pode dizer, do real, quando em condições normais ainda me encontraria embalado em doces sonhos, e numa ilusão quimérica de inigualável deleite. Tudo termina normalmente com a chegada da minha estrela, que pontual, divertida e amigavelmente me acorda, ou simplesmente, se deixa ficar silenciosa a meu lado, esperando que desperte.

Como tudo foi diferente esta madrugada. Foi uma tomada de consciência difícil, de uma vida que é de facto a minha, sempre igual, e foi também um desajustado confronto entre essa realidade que teima em me perseguir e a ilusão, onde me perco em cada noite, e onde, posso afiançar, tudo, efectivamente tudo, acontece.

Perdi-me na maior das confusões, desconhecendo, em bom rigor, onde e como posso discernir claramente os limites, entre a sofrida e descolorida existência do dia-a-dia, e a delirante, alegre, e multicolor vivência que encontro quando tudo na terra descansa, a tranquilidade e a calmaria tudo invade. Primeiro existo somente, neste mundo cão de cada dia, no segundo estado eu, posso assegurá-lo, encontro então, a verdadeira vida, que quero, desejo e teimo desfrutar. Onde deixei de existir simplesmente para viver de facto.

Sou feliz de noite quando sonho. Quando estou contigo. Quando o nosso amor é real, é bonito, existe e é lindo, e tem em si, uma incomparável beleza e uma magia sem fim.

Sou feliz quando os meus beijos tocam a tua face, deslizam no teu colo, pulam nos teus braços e percorrem divertidos e apaixonados, aventureiros, tudo o que podem levemente tocar, de ti.

E, nem penso saber, se é aceitavelmente verdade, concretizável, real, que a minha estrelinha te possa um dia transportar do outro lado dos mundos, até mim. Para mim tudo é possível. Tu existes, a minha estrela está à minha beira todos os dias pela manhã e me fala de ti e do nosso amor, e eu, sei que sou feliz, que estou bem, quando nesta nossa enigmática paixão, seguimos juntos num amor que só vai terminar com o fim do mundo.

Hoje, acordei antes de tempo. Encurtando assim todos esses instantes riquíssimos que se vão sucedendo em fantástica doçura e alegria entre nós. Despertei, sem a estrelita a meu lado, sem saber de ti, parecendo duvidar, no confuso crepúsculo, nessa imensa mancha escurecida de um inexistir de tudo.

Hoje, na desorientação, sem qualquer vislumbre de lucidez, senti-me perdido. Sem ti, sem o meu norte, sem a minha estrela, toda a minha verdade se apresentou oca, inexistente, sem qualquer sentido.

Foi um pesado momento de incerteza, de dúvida, de angústia, de medo, envolto em toda aquela escura envolvência de um fim de noite, que invadiu o ânimo e me tolheu a alma. Senti-me perdido, atordoado, desorientado, cambaleando em busca de um equilíbrio inexistente, desconhecendo quem era, e que fazia ali, num despertar semi-consciente, que mais parecia um naufrágio entre tormentas num desconhecido ameaçador.

De repente, ouvi um ligeiro ruído. Olhei de imediato. A meu lado, sorridente, acabada de chegar, lá estava a estrelinha que regressava da sua odisseia a ver a minha princesita num desses mundos perdidos que só ela sabe encontrar. Sorri. Falámos dela. Dos tais beijinhos travessos, irrequietos, que como sempre nunca se cansaram de lhe transmitir os afectos que tenho dentro de mim, e que adoro imaginar tocando o seu corpo.

E ela sorriu...

Foi lindo saber que a minha querida princesa sorriu quando a estrela lhe falou de mim, do meu amor por ela, do meu desejo de me unir a ela, de um dia, ou um só instante nos encontrarmos, e fazermos realidade o mais belo sonho do mundo.

Foi lindo, nesse momento percebi com clareza, que estava em mim, lúcido e coerente, não me encontrava perdido. Afinal tudo era verdade. O amor, eu, a estrela, a princesa, o sonho, o desejo, o delírio, o mundo, tudo. Tudo era verdade. Eu não estava perdido, como chegara a admitir, apenas me desorientara com este acordar hoje de manhã fora de horas, e com a escuridão da noite. Afinal, tudo voltava a estar como sempre, tudo estava bem, e estava seguro que nunca tinha estado perdido.








Fotos tiradas em Castelo de Vide - Alentejo - Portugal (caminho em pedra medieval)


26 janeiro 2012

E quero-te tanto...







Quero-te tanto
meu amor lindo,
sinto e desejo, e penso
como seria belo os dois
juntos,
lado a lado,
nos abraçando,
ter-te entre meus braços
até sentir todo teu calor entrar em mim
e olhar teus olhos,
olhar fundo neles e ler amor,
e ter tanto para te dar,
e o desejo louco
da fantasia de receber,
amor,
muito,
e vamos nos olhar
interminavelmente,
desejando nunca perder de vista
o que vemos de belo
e intenso
dentro de cada um de nós,
e vamos sentir,
que queremos mais beijos,
e muitos mais abraços,
e nos vamos acariciar,
e nesse momento
em que juntos nos imaginamos,
em que tiramos as roupas
para nos dar-mos,
despidos de tudo,
menos do que sentimos
e a nós pertence,
e possuídos de um querer
descontrolado
de nos entregarmos
a mil delicias,
a esse delirante desejo,
de te querer assim,
de nos querermos,
de te desejar perdidamente
de te adorar…

…és linda
e quero-te tanto!












20 janeiro 2012

O futuro não parece mais fácil...




2. Lamentavelmente perdemos tantas vezes, na estrada da vida, pessoas e coisas, porque não quisemos ou não soubemos cuidá-las com todo o carinho. Um mal entendido, um erro não perdoado, uma falta de paciencia, falta de tolerancia.

Andamos num mundo a uma velocidade incrível e as coisas acontecem a toda a hora. Estamos de baixo de enormes pressões. O mundo está de pernas voltadas ao ar. Ninguém se entende, os valores são esquecidos, os princípios espezinhados, parecemos aluados no meio de uma corrida de loucos onde ninguém se entende, e todos se atropelam.

Acossados por todos os lados, um pouco desnortedaos, voltamo-nos muitas das vezes, contra quem nos quer bem. Não procuramos entender as razões das coisas. Simplesmente seguimos em frente, e ultrapassamos os obstáculos, de qualquer jeito, à força se necessário fôr, pisando, magoando, afastando.

O mundo e a vida, e as pessoas, estão meio enlouquecidas. A estrada da vida, onde a ciência e a técnica pareciam ter facultado os meios para uma existência quase perfeita e sempre melhor, está emperrada, e as pessoas não atigem a felicidade, parecendo cada vez mais longe dela, na ânsia imensa de correr, de chegar, de ter.

A estrada da vida não está fácil, e a cada tempo, em vez de se revelar como um lugar de meio entre, o que há e o que se deseja e procura, mais parece ser um lugar de conflito, de lutas, de incompreensões, de tensão e de uma dura e fria sobrevivência.

O futuro não parece mais fácil...








A Gente Vai Embora 🙏🏼