
12 março 2011
04 março 2011
ESTOU LONGE?...
ESTOU LONGE
MAS TE SINTO TÃO PERTO
QUE SINTO MESMO O TEU CALOR
CADA VEZ QUE TE IMAGINO
AQUI, JUNTO DE MIM
NO SONHO SEM LIMITES
DE UM AMOR
INTENSO
REAL
QUE ME INVADE
ME TOMA E COLHE
ME ARRASTA FELIZ
PARA CARÍCIAS TERNAS
BEIJOS SUAVES
TERNURAS IMENSAS
E MÃOS DADAS
ENQUANTO CAMINHAMOS
JUNTOS
À BEIRA DO MAR
NA PRAIA ENCANTADA
ONDE NOS AMÁMOS
E AONDE ESTA ENTREGA
DE UM AMOR DELIRANTE
ME TORNOU ESCRAVO
VICIADO
DE TI
ESTOU LONGE
MAS SINTO NAS MINHAS
O CALOR DAS TUAS MÃOS
NOS MEUS
A SEQUIOSA HUMIDADE
DOS TEUS LÁBIOS
EM BEIJOS MÁGICOS
QUE INACESSANTEMENTE
TROCAMOS
ESTOU LONGE
MAS SEI QUE ESTÁS COMIGO
EM CADA INSTANTE
EM CADA MOMENTO
DE DIA OU DE NOITE
PORQUE ACORDO CONTIGO
ALMOÇO AO TEU LADO
CAMINHO ACERTANDO O PASSO
PELO TEU ANDAR
E, PELA NOITE DENTRO
QUANDO NOS DEITAMOS
BEM JUNTINHOS
É NESSA HORA MARAVILHOSA
QUE NOS ENTREGAMOS
A UM AMOR SEM FIM
ESTOU LONGE
MAS TE AMANDO COMO AMO
TE SENTINDO COMO SINTO
NÃO RECONHEÇO
NEM MESMO ACEITO
NEM O MAR QUE NOS SEPARA
NEM TODO O ESPAÇO DE AZUL
DE UM CÉU QUE NOS TOCA
A AMBOS
(E QUE TAMBÉM NOS UNE)
NEM O QUE DE MIM TE AFASTA
ENTREGANDO-ME TOTALMENTE
AO DELÍRIO INEBRIANTE
DE UMA PAIXÃO BONITA
DE UM AMOR DE LOUCURA
QUE EM CADA MOMENTO
TROCAMOS, E TEMOS
E QUE É A VIDA
ESTOU LONGE?...


27 fevereiro 2011
E se de repente a quiser amar?

(mesmo sem a conhecer)
que lhe querem fazer caricias
sentir seu calor olhar seu corpo
se de repente, lhe disserem
te amo amor
te quero
entregue-se a mim
que eu não posso fazê-lo por ninguém
pela simples razão que já sou seu
em sonhos
em delírios
em noites sem dormir
em chamas que devoram cá dentro
em tudo
que sou eu
e hé em mim
e se de repente lhe oferecerem tudo
partindo de um nada
de um vazio
lhe disserem
sem seu calor
não há vida
sem seu olhar não há esperança
sem sua ternura só a escuridão
de um qualquer catapultado
quadradinho tão escuro
como o negro mais negro
e se de repente lhe disserem
quero amá-la, a sua imagem
o que representa
os seus olhos, os seus beijos
acariciá-la a olhando
sentindo sua sensualidade
perdendo-me nos seus seios
na sua pele
na entrega
num querer que devora
e se de repente a quiser amar?
que lhe querem fazer caricias
sentir seu calor olhar seu corpo
se de repente, lhe disserem
te amo amor
te quero
entregue-se a mim
que eu não posso fazê-lo por ninguém
pela simples razão que já sou seu
em sonhos
em delírios
em noites sem dormir
em chamas que devoram cá dentro
em tudo
que sou eu
e hé em mim
e se de repente lhe oferecerem tudo
partindo de um nada
de um vazio
lhe disserem
sem seu calor
não há vida
sem seu olhar não há esperança
sem sua ternura só a escuridão
de um qualquer catapultado
quadradinho tão escuro
como o negro mais negro
e se de repente lhe disserem
quero amá-la, a sua imagem
o que representa
os seus olhos, os seus beijos
acariciá-la a olhando
sentindo sua sensualidade
perdendo-me nos seus seios
na sua pele
na entrega
num querer que devora
e se de repente a quiser amar?
Vou partir, em busca dos sonhos



Vou partir...
...Em busca dos sonhos
Que nasceram em mim
De um dia sair ao mar
E navegar até ti
Que estás, princesa
No outro lado do mundo
Vou partir...
... procurando delícias
Que me alimentam
E me dão energia e vida
E que trazes contigo
Nos teus beijos
No calor dos teus abraços
Vou partir...
...Numa hora qualquer
De um dia com ou sem sol
Rumo a ti praia iluminada
Onde passeias junto ás ondas
Transportando essa ternura
Que tanto me deixa louco
Vou partir...
... Não resisto ao teu olhar
Que me chama, ao teu corpo
Que me descontrola, prometendo
Paraísos de mil cores, amores
Deleites sem fim, que a mim
Me fazem perder o norte
Vou partir...
... As ondas e os ventos
Vão acalentar os meus anseios
Dar-me a sensação que te beijo
Dar as caricias que sinto me darás
Compensar-me do que sofro
Em cada dia longe do teu olhar
Vou partir...
... Para chegar a ti
Para que o meu desnorte
A minha desordenada vida
Volte nos teus braços
A ter novo sentido
Encontrando-me contigo
Vou partir...
Ansiando chegar à praia
Onde sei que me esperas
Onde a areia testemunhará
A vitória do amor e do querer
Quando nos abraçar-mos
E nos perder-mos em nós.
Vou partir...
25 fevereiro 2011
24 fevereiro 2011
Apaixonei-me por uma mineirinha


Encontrei uma mineirinha... e me apaixoneiA história mirabolante da minha desatinada vida
Levou-me vogando na minha nau vagabunda
A todos os portos da terra e ilhas que o mar tem
Em busca de sonhos, de aventuras, e de amores
Num atabalhoado rodopio entre ondas
Aos saltos de tempestade em bonança
E sempre no leme, em pé, em frente, andei.
E encontrei um dia do outro lado do mundo
Em terras de calor sem fim e sol bem alto
Uma mineirinha, linda, terna, simpática
Que imaginei de olhar meigo e pedindo carinhos
Doce o bastante para a querer beijar, e ter,
Frágil quanto baste, para a querer proteger
A tornei sem que por isso desse conta
A mais linda coisa que o meu ser podia sonhar
Deixei a nau das descobertas e das procuras
Ancorada no porto seguro da minha paixão
E fui, pé ante pé, passo a passo, recebendo em mim
Tudo que era seu, dessa mimeirinha de encantar
E que sentia cada vez ser mais minha, entrar
Suave e paulatinamente dentro de do meu ser
Tornando, desse seu jeito esquivo mas bela
O mais belo sonho da minha existencia
Passeámos juntos, lado a lado, junto ao mar
Deixando marcas de pés na areia fina e branca
Enquanto sentia que tinha de dar tudo, dar-me
Ser coisa sua, entregar-me a ela, mineirinha,
Que fora vítima, sofrera, sangrava, estava frágil
Não sorria, estava tímida, esquecia seus dramas
Numa entrega desenfreada a mil riscos
Como se da odisseia, resultasse a quietude
Quanto mais sentia o quanto o coração seu
Estava fraco, batendo desordenada e comprimido,
Mais queria eu que fosse para ela um ancoradouro
Que eu me tornasse em força, em baía, em anjo
E lhe pudesse dar primeiro a esperança e o alento
Quebrasse as amarras e fosse grito de revolta
Liberdade, coragem, e depois de tudo, à solta
Pudesse entregar e ela um amor profundo
Até que um dia, depois de crer na beleza de um sonho
Que em cada momento em real se metamorfaseava
Sendo lindo, sendo delírio, sendo alegria e vida,
Ouvi da boca da mineirinha, "eu amo você"
E foi a revolução completa, dos corpos celestes, da terra,
Dos mares e dos céus, das aves nos ares, dos ventos,
Foi a concretização objectiva da coisa mais louca
Que alguma vez pude crer, e era minha, essa luz
E em cada instante fui fazendo da minha felicidade
Um paraíso encantado, cheio de luz e cor, de magia
Enquanto vivia essa novidade, e me dedicava todo
Desde o nascer do dia, ao anoitecer, e mesmo na noite
A essa mineirinha que me tinha seduzido
E de quem já não pensava poder fugir
Era ela, sem dúvida, o calor que necessitava em cada dia
O sol que me iluminava, a lua que me fazia sonhar
O vento cantando canções suaves de harmonia imensa
E fui embalado naquele "eu amo você", me entregando
Feliz, me auto alimentando de animo, e de ilusão,
Tentando dar força, estar junto, esperar, entendendo
Que a minha mineirinha, depois de vicissitudes tantas
Precisava mais de carinho e apoio, que de beijos.
E fui, entre a quimera de um enamoramento lindo,
E a certeza de um sentimento belo cada vez maior,
Fui me entregando, a procurando, tentando, dar
E ser alguém de confiança, seguro, apoio certo
Enquanto divagava em sobressaltos de amor
Feliz da vida, assente na terra, enamorado, feliz
E cada vez a queria mais, a julgando minha
Até que um dia, foi ela mesma, me falando de si
E do seu mundo, das suas coisas, de seus segredos
Me fez perceber que esse seu terno "eu amo você"
Não era mais que um conjunto oco e vazio de palavras
Que a mineirinha dedicava a todos e quaisquer
Que circulando em seu redor a tratavam bem
Lhe eram simpáticos ou divertidos, amigos, muitos.
Chamou mesmo de amor, em um arauto lido
Entre uma multidão de gente em dia de romaria
A um descabelado infiel, a um turco, de turbante,
E juntando à frase, em jeito de dedicação e gentileza
Lhe ofertou símbolos pagãos, simbolizando o amor
Beijos, corações, abraços, e tudo justificando
Em nome de uma loucura que o otomano possuía
E a encantava, já que, aloucada, também se achava
Uma mineirinha desconfiada e sem tino.
Voltei à minha nau, abatido, de olhos molhados
Largei amarrras, e parti à toa sem qualquer destino
Não procurando o fim mas não temendo a morte
Procurando entre a escuridão dum céu sem luz
E um cinzentismo que se apossara da minha alma
Esquecer, deixar de pensar, perder-me
Nunca mais dar com nada, esvaír-me todo,
Até que porfim, um dia, possa caminhar de novo
Sem a ilusão da mineirinha, e o doce engano
De um "eu amo você" que nunca foi meu
Pedro Alcobia da Cruz, 2011/02/24


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