11 março 2009

Ups

Reflexos do Parque das Nações no Rio…

Parque das Nações: Passeio entre mil reflexos




Quantas vezes, no nossos passeios por aí - ele há tanto que ver por esse mundo - não vemos o que em boa verdade está ao nosso alcance, ali mesmo, quedo, só esperando uma mirada atenta.

Um dos fenómenos mais curiosos, que a física não deixará de justificar à luz de um sem número de regras e leis, são os reflexos, curiosos, sempre espectaculares que podemos vislumbrar nas superfícies espelhadas, nomedadmente naquelas que as águas acabam por concretizar.

Parece que de um toque de mágica o mundo se nos oferece em duas dimensões, uma que não nos surpreende, a realíssima, ali ao nosso alcance, onde podemos a todo o tempo, atestar, tocar, certificar, e uma outra, que é e não é, depende do tempo, da hora, da luz... sendo e não sendo.

Do conjunto, da mostra do que é efectivamente real conjuntamente com a cópia milimétricamente igualinha, temos uma única imagem, que acaba por ser um pouco como cada qual, como o que somos, e o que muitas vezes parecemos.

Nem sempre somos o que damos a parecer, quer dizer que em determinados momentos, ou sempre, podemos não ver reflectido no nosso interior aquilo que os outros ou nós memos vemos de nós. Outras vezes, existe sempre, ou em parte de tempo, uma equivalencia entre o que somos e o que vemos.

É o reflexo... que pode, então ser certificação do que parecia real e afinal não passa de cosmética ou cuidada encenação.

Nas águas os reflexos nem sempre nos mostram tudo igual, mas existindo, mostram algo, mostram que o que existe sempre se projecta numa outra dimensão, catapultando com maior ou menor proximidade uma imagem do que está ali.

Em fotografia, não deixa de ser interessante e muito belo, captar as simetrias, as projecções, e afinal, um resultado final, assaz cuiroso, que os reflexos não deixam de criar.

10 março 2009

Depois do raio imenso de luz dourada...


Dizem umas crónicas antiquíssimas que ninguém em seu perfeito juízo deseja tocar, menos ler, que foi um momento, um instante, parecia um raio luminoso caindo dos céus e tocou-lhe...

A imagem da princesinha ficou envolta em milhentas cores que brigavam salpicando faíscas e lançando pós, muitos pós, que subiam aos céus com o vento।

Depois, a pouco e pouco, tudo poisou, as cores e os pós, a luz do raio foi perdendo o brilho, e a normalidade não pôde deixar de mostrar o hediondo feito।

Sem vida ali se quedou para todo o sempre aquela jovem lindíssima cujo único pecado foi entregar-se a um deus que buscava, igual aos homens, encontrar nos amores o encantamento sem fim, sem tamanho, sem regra, tendo, para isso, roubado um pouco por todo o mundo, vidas, corações e vontades। Deu-se a um deus que nunca poderia entender tudo o que uma entrega assim queria dizer.

Passaram tempos, e mais tempos, e correram histórias, que ultrapassavam mares e voavam nos céus। Vieram gentes de todas as terras, gente simples e nobres, e pobres em busca de sonhos e ricos ávidos de aventura, e mesmo um santo que garantia que o amor de verdade nunca morria. Vieram ver aquela que por amor foi feita amante ali, à luz do mundo, para que todos pudessem ver.

O religioso de longas e leves barbas brancas tocou-lhe mil e onze vezes com o cajado que trouxera de uma terra santa, esperando um ai, um coração a bater de novo, um sorriso, um abrir de olhos। Mas o ferro, teimou manter-se escuro, e frio. Cada vez mais queimado das geadas e das intempéries. E não mais mudou. Sempre recusando estaticamente, e fria, as carícias dos ventos, os beijos das águas das chuvas, os tocares sentidos de moças casadoiras, sequiosas de um sonho assim.

Ainda hoje, ali está, escura, fria, dura... sem alma, sem sonhos aquela que se entregou um dia a um amor sem sentido com um deus que só queria perder a beleza singela de um sorriso।

Contam ainda, as mesmas crónicas escondidas nas masmorras do castelinho à beira do rio, que o próprio deus ficou mortalmente aprisionado desse amor que julgava nunca poder sentir। Tendo sido tocado pelo mesmo raio que lançara àquela que se entregando não pudera fazê-lo, a ele, sentir o que aos homens era o bem supremo. Um enamoramento que era fúria, de vida, era bravura nas batalhas, coragem na luta, audácia nos feitos, ânimo nas atribulações, luz, …

Histórias... coisas de loucos, creio।

Deuses e mulheres tocadas por raios... em nome de um qualquer amor? Ahhh, loucuras, só pode...
Roubada entre as crónicas existentes na masmorras do castelinho do tal rei (que se não deve recordar, nem mesmo revelar aos que vivem...) uma espécie de gravura reluzente mostra-nos como ficou o mundo depois da ira que levou o deus enlouquecido de amores a lançar o raio doirado de luz।

Tudo se transformou, parece, numa irrealidade onde o brilho esconde o fim de tudo.

Águas que vão para o mar...



(...)
e dos céus voltarão um dia, para de novo ao mar acorrerem
águas que são vida
águas que levam sonhos
águas

O dia chegou ao fim... silencio



O dia chegou ao fim
Silencio a noite desceu
Boa Noite
Paz em Deus

...dedico essa paz que encontrei hoje a todos os meus artistas das máquinas dos retratos que tenho por favoritos

às lindas lutadoras do Clube das Vencedoras
aos que esqueci... que omiti
aos...
muita paz, serenidade, beleza e amor

Dois céus... azulinhos



Existe um azul infinitíssimo que por cima das nossas cabeças nos garante que um outro imenso azul, com ele se liga, e interliga, transformando-se assim na cor rainha entre todas as cores.

Cá ou lá... esse azul possui uma beleza sem par

Mais, quando em jogos enigmáticos, estabelecem amizade, e se imitam, perdendo o observador, a mais das vezes, o sentido do real.

Quantos céus existem?

A Gente Vai Embora 🙏🏼