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01 março 2017

19 fevereiro 2017

PODEMOS ACABAR DE VEZ COM A FILOSOFIA?
















Acredito piamente que perante este tipo de perguntas de um ser inculto e sem pergaminhos académicos socialmente aceites, alguns dirão que perdi o senso de vez. Já acontecia antes às vezes ser provocador. Outras vezes a irreverência fazia-me contestar o status quo e consequentemente pagar caro, e arranjar inimigos. Hoje, interrogar-me, assim, em público, sobre o fim de uma ciência que já foi mãe de todas as outras e tem milénios de reflexões e sabedoria sobre questões tão essenciais à vida como a felicidade, a ética, a moral, a justiça, o conhecimento, a estética, o pensamento, parece, e aceito, uma autêntica blasfémia, que só pode perceber-se vinda de um tonto feito intelectual, de um simplório que se imagina erudito, e de um ignorante que de repente comprou um curso e é doutor. É exactamente o que parece. Eu próprio ( e tal deusa que amo já me tinha advertido) sinto que estou submetido a uma insanidade que me vai levar ao descrédito total, e a uma profunda indiferença dos seres inteligentes, pensantes, que pululam nesta vida no nosso mundo. E serei um apátrida. Sem terra. Já não tenho família. E guardo o amor aos meus tendo por base exactamente a filosofia que venho agora colocar em causa, e Platão que pode aceitar-se ser o seu fundador, mantendo um amor no mundo das ideias e impossível naquilo que vemos. Todos os galos, grandes e pequeno, gordos e magros, sem penas e com penas, aos pulos e sem forças para andar, são a ideia de galo. Aqueles que amamos, mas nos tratam como se fossemos idiotas profundos, ou nos devotam uma desumana indiferença, só conseguimos assegurar um amor intenso, permanente, sem dúvidas nem interrogações, tendo deles a ideia. O homem está realmente possuído de loucura dirão. Agora ama os que deveria amar por ideias? Segue a filosofia e o tal Platão e questiona o futuro da ciência que o norteia? ,Não está bom do juízo. E acredito que não estou. Mas não é vergonha assumir a nossa pequenez e ter o atrevimento de ter dúvidas, cometer erros e fazer perguntas. Afinal a ameaçada filosofia assenta exactamente na dúvida e nas questões. E o pobre homem quer acabar com ela. Existe racionalidade em tal inquietação mental? Pode jogar-se no caixote do lixo de uma vez uma ciência que já foi todo o conhecimento? A estas interrogações diria a FILOSOFIA será sempre essencial, e estará presente nas nossas vidas, nas reflexões que fazemos sobre o mundo e a vida, e sobre o que é preciso para ser feliz. Mas a Filosofia como um verdadeiro vulcão foi catapultando do seu interior a sabedoria e fazendo emergia, e libertar novas ciências; a matemática, a medicina, a astrologia, a geometria, as artes, e ultimamente libertou a psicologia e a sociologia. A mãe de todo o saber, de tanto expelir novas ciências que autonomizadas se desenvolveram e criaram sua própria área de conhecimento, vai-se apagando, como um vulcão em fim de vida. E com a perspectiva de todo o nosso universo ser questionado com ciências emergentes de potencial ilimitado, com a revolução que inequivocamente se vai dar no ser humano, nas sociedades, no mundo e na terra, vamos relegar muitos dos argumentos que suportam a filosofia, para um plano de um florescente e rico passado, que não vai perder nunca um historial de como evoluiu o pensamento humano e como foram desenvolvendo com ele as sociedades, ideias e conceitos como moral e ética, e influência no direito e outras, mas que necessariamente podem ser colocadas num paralelismo idêntico à história. Como Ciência histórica da evolução do pensamento, das ideias... E no seu lugar virá algo tão poderoso e tão transformador que vai ter um nome novo, e dará origem a ciências novas. Imaginariamente falando, e admitindo não só a filosofia estar ameaçada, e como louco assumido que sou, agito tudo, e invento nomes para ciências que vamos ter em um futuro que ainda será nosso. Ciência quântica, medicina quântica, energia universal, e muitas outras. A filosofia, não se inquietem os pensadores, vai continuar como algo que nos deu um ponteiro no caminho e na vida a seguir. Mas os novos pensamentos já não podem, é da física, entrar dentro de um vulcão acordado. Apenas num vulcão morto ou adormecido. E a filosofia não vai nem adormecer nem morrer. Simplesmente outros vulcões vão despertar. O mundo é mudança. Os filósofos com a complexidade de esgrimir muitas vezes teorias que ninguém entende, numa linguagem perfeitamente absurda, são também responsáveis pelo declínio da filosofia e do seu afastamento da realidade e das pessoas. Os novos pensadores também já não serão filósofos, mas outra coisa qualquer. E o mundo continuará como a laranjinha, redondinho, a girar no universo. E o homem a pensar.

Pedro Alcobia da Cruz (um pensador aloucado)

18 fevereiro 2017

CAMINHO MEDIEVAL (pormenor); MARVÃO - PORTAGEM



CAMINHO MEDIEVAL II - CASTELO DE VIDE


Quem vai na estrada que vai das CARREIRAS em direção a Castelo de Vide, não se pode enganar...

Termina a estrada quando encontra a via que vai de Castelo de Vide para a Capela da Senhora da Penha

É estacionar. Existe espaço justamente em frente. E no termo da via que vai das Carreiras está a placa colocada na foto indicando o caminho medieval.

Penso que se trata de um troço do que teria sido uma grande estrada na Idade Média, à qual pertence, em minha opinião o caminho medieval que desce de Marvão em direção à Portagem.

Vale a pena visitar, apesar do seu estado de degradação ser maior que o de Marvão. É menos conhecido pois encontra-se num local mais discreto.

O tipo de construção é muito idêntico entre as calçadas dos dois caminhos. De todo o modo é aconselhável dar uma vista de olhos nos dois. Os enquadramentos paisagísticos são diferentes. São lugares míticos, com muitos séculos de viajantes.






O MAIOR MENHIR DA PENÍNSULA IBÉRICA - CASTELO DE VIDE





ANTA DO TAPADÃO












A IDEIA DE FELICIDADE





























Muito se tem falado desde que o homem questiona a vida sobre a felicidade. Creio mesmo que é uma das questões centrais do pensamento filosófico. O que é preciso para ser feliz? O que o homem tem de fazer para encontrar a felicidade? A filosofia coloca dúvidas e levanta reflexões. Não conhece certezas para as grandes interrogações que vai colocando há milhares de anos. E, como tudo muda, o pensamento vai encontrando com o tempo, respostas diferentes para a vida boa que todo o homem deseja alcançar. O presente tem a duração de o queimar de um fósforo, acendeu, é passado, apagar é futuro. A felicidade de hoje não corresponde à felicidade mitológica, ou dos pensadores que antecederam a filosofia, ou do início daquela ciência do conhecimento e do saber, ou dos Santos Domingos e Tomás de Aquino que com hábil sabedoria conseguiram conciliar o pensamento aristotélico e os ensinamentos de  Cristo, a tantos outros racionalistas, idealistas, humanistas, existencialistas, cépticos e modernos. A felicidade é o maior enigma e o tema que mais tem feito pensar os homens. O que faz um feliz, pode não dar alegria a outro. A missão é diferente para cada qual. Os frutos colhidos possuem valores distintos. Ciência ou não, definida ou não, o que torna a felicidade uma luz na vida do homem, é encontrar um momento, um instante, na nossa vida em que queremos que esse espaço de tempo não termine nunca. Encontrado esse instante, podemos garantir que encontrámos a felicidade. E, não a queremos perder de jeito nenhum. Talvez muitos momentos de felicidade consigam edificar uma existência feliz. Mas pode ser no último pensamento da nossa vida que seja perceptível a ideia que a vida valeu a pena. Aí, independentemente de todas as vicissitudes e acontecimentos do passado, será o balanço final a responder por uma passagem pelo mundo. Todos queremos ser felizes podia ser o remete final, e podíamos arriscar determinar como certeza inabalável. Mas mesmo aí, um céptico pode alegar que existem pessoas que parecem encontrar a realização no infortúnio, e na vitimização encontram enigmáticas alegrias e justificações. Certezas? No mundo e na vida? Eu não tenho, se alguma vez tive fui um tolo grosseiro, e se tiver discernimento vou continuar a ter. Mas, eu quero ser feliz, e tenho minha ideia de felicidade. Já tive outras antes, será que vou ter alguma nova no futuro?





12 fevereiro 2017

O CAMINHANTE E A PROTECÇÃO DIVINA


Deus era a proteção dos que tinham de fazer viagens alguns séculos atrás. Os caminhos tinham pouco movimento, as estradas eram alvo de assaltos e tornavam-se perigosas para as pessoas e os seus haveres. Esta fotografia mostra um cruzeiro colocado no término de um caminho medieval junto ao castelo de Marvão. Graças a Deus estavam a salvo. Acabava a viagem.

Muitos cruzeiros, algumas cruzes simples pareciam proteger assim os que se faziam aos caminhos. Ainda temos muitos caminhos desses para perceber e imaginar o que eram aqueles tempos e o peso determinante na fé. Deus era a entidade acima de tudo, de reis, de imperadores, do que era da Terra.





SE AS MINHAS FOTOS LHE PROPORCIONAREM UM INSTANTE DE ATENÇÃO...