02 janeiro 2017

Comentário a DANI TERRA sobre o amor, Jesus e um feliz 2017























Dani


Fico encantado quando estou ouvindo você. É que diz de um modo tão singelo, tão cheio de simplicidade, paz e amor aquilo que eu levaria imenso tempo para tentar e ganha-me numa vantagem imensa é que quando a ouço sinto que falo com uma alma de menina, de alguém que representa uma pureza especial que resulta de um combinado de juventude, de coisas naturais, de forças benéficas, de Jesus, de amor.

Senti desejo de sorrir mansinho quando Dani fala de falar com as raízes e com as árvores e com as montanhas. Me recorda uma ânsia delirante de felicidade que faz ter a vontade de sair casa fora gritando e mostrando uma felicidade que não podemos controlar pois entra em nós e a desfrutamos plenamente.

Diferentemente da Dani entendo que muitas pessoas se suicidem nesta época do ano, é uma época demasiado pesada para quem trás uma amálgama de recordações, de tristezas, de frustrações, de abandono, de infelicidade, de derrotas e quando ouve as músicas que no Natal o faziam lembrar inocentemente as prendinhas que ia ter, parecem agora acordes de agulhas trespassando toda uma existência em que simplesmente a vida parece ser muito pior que sair fora.

Primeiro se implora a Deus que nos leve, que nos faça desaparecer de qualquer jeito, já que algumas vezes parece que passamos em vida o que poderia ser uma imagem de um inferno para depois de morto.

Tirando casos especialmente técnicos que os especialistas em ciências da vida, da bioética e outros especialistas discutem e que tem a ver com um fim da vida por decisão do próprio ou familiares mais chegados, em situações limite, creio que o suicídio é sempre uma opção má. Mas o morto nunca irá saber isso. O problema é que o suicidio parece ser a última oportunidade depois de esgotadas todas as demais sem sucesso.

A DANI fala em muitas coisas, tudo lindo, quase angelical ou infantil, natural, beleza, quando na minha rude e modesta opinião pode sintetizar tudo o que nos envolve, a todos e a cada grupo, sociedade ou pessoa, numa palavra só; AMOR. E o amor tem uma multiplicidade de direcções, extensões, tipos, forças, que é impossível explicá-lo, da mesma forma que não parece crível demonstrar a existência de Deus.

Mas o dois AMOR E JESUS são indissociáveis.

Há mais ou menos 2000 anos um agitador, um filósofo, um provocador, um terrorista veio ameaçar o status quo existente e colocar em causa o saber dos sábios e as certezas das leis. Esse homem, foi morto, numa cruz, atreveu-se a dizer que a solução para uma vida feliz era o amor, era amarmo-nos uns aos outros. Com amor, e ia mais longe, mais fé e arrependimento, o homem não morreria jamais, ele simplesmente continuaria vivo e feliz na eternidade.

Quando interrogaram S. Agostinho no funeral da mãe de quem ele era louco e aparentemente não demonstrava desgosto, o Bispo de Hipona respondeu, porque hei-de estar triste? Hoje foi dado o primeiro passo, minha mãe entrou na vida eterna, na vida de Jesus, agora é tudo simples também, basta eu esperar pela minha morte e me vou juntar a ela e vamos os dois estar juntos no paraíso de Deus.

Adorei ouvir a Dani, pois de um modo maravilhosamente alegre, jovem e feliz, explica a essência do amor, e denuncia que com amor estava garantida a paz, a verdade, a justiça e a liberdade.

Com amor não se falava em violência, delitos, guerras, vandalismos nem extremismos. Eu percebo que o homem se mate quando chegou ao seu limite e não encontrou um sorriso, uma palavra, um apoio. Mas eu acredito, garanto, que esse mesmo homem que está em desespero se encontra Deus, se encontra amor, entrega-se à vida, entrega-se à luta, e um dia olhando para trás percebe como esteve à beira do abismo e se salvou.

E com o amor e com Deus ele é guerreiro, ele vai falar com o absoluto, a essência, vai conversar consigo, e mesmo que continue só, sem amor, abandonado, ele está feliz, ele tem forças, ele possuí potência, espírito para vencer, voltando a sonhar a a acreditar nos sonhos, e percebendo que vale a pena lutar por aquilo que nasceu ínfimo dentro de nós, e que podemos transformar em algo com magia, com essa fantasia, como dizia a DANI de podermos sair a conversar com as flores, as pedras, os muros.

Um feliz ano de 2017.

Obrigado DANI.

NAMASTÉ

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