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09 junho 2016

O NOSSO PATRIMÓNIO MOSTRA O QUE FOMOS



O QUE FOMOS NÓS?

O QUE EDIFICÁMOS?

DEMOS ALGUMA COISA AO MUNDO?





Portugal é um pequeno país à beira mar plantado, cujo território se mantêm mais ou menos sem alterações faz quase 900 anos. É muito tempo. Temos de voltar à reconquista cristã, quando os líderes dos condados espalhados no norte da península ibérica faziam da epopeia que foi a luta árdua de empurrar de novos os árabes para as suas antigas possessões territoriais no norte de África


Temos de voltar ao tempo místico do enorme movimento das cruzadas que partiam da Europa com o melhor que tínhamos, Reis, alta nobreza, jovens cavaleiros e exércitos imensos. Esses movimentos propunham-se na essência em garantir nas mãos dos cristãos as terras de Jerusalém. Desses movimentos de defesa da Terra Santa se organizaram Ordens de Cavalaria que vieram a ter um importante papel militar e económico ou mesmo de desenvolvimento na Europa.


As reconquistas levadas a cabo pelo nosso primeiro rei D. Afonso Henriques foram em alguns casos concretos ajudadas pelos exércitos cruzados que vinham do centro da Europa em naus e aportavam portos portugueses para reabastecer. E como dilatar a fé e o Império era um ideal de nobreza de enorme valia, esses movimentos de homens de guerra ajudavam os locais nas suas lutas contra a moirama  (árabes).


Em Portugal as Ordens Militares vieram a ter um papel importante que no povoamento das terras conquistadas aos mouros, quer na sua defesa, sendo certo que com os seus poderes militares não se inibiam de fazer incursõs nos territórios vizinhos sempre que podiam.


A ordem Militar mais importante e poderosa que possuía grandes áreas geográficas e inúmeros castelos era a Ordem dois Templários. A sua sede era em Tomar onde possuíam um belíssimo castelo, mas possuíam também todos os castelos da linha do Tejo, Almourol, Abrantes, Santarém, Ceras, e outros. o seu Grão-Mestre mais importante foi Gualdim Paes.


Outras ordens que existiam então tinham menos importância mas de todo o modo existiam e recebiam dos monarcas como prémio ou reconhecimento terras e vilas ou mesmo castelos ou mosteiros. Assim, não podem dissociar-se da história pátria as Ordens Militares como a dos Hospitalários, de Calatrava, de Avis e muitas outras


Através de 900 anos de história ficámos herdeiros de uma vastíssima colecção de testemunhos. Eles são os testemunhos que mostram uma realidade que leva séculos, e explica o que aconteceu. De um modo geral penso que o Património Monumental português, de testemunho histórico - salvo um pequeno número de castelos e mosteiros em derrocada ou já ruínas - tem sido alvo de uma atenção cada vez mais atenta por parte do poder central e sobretudo dos poderes locais e da gente de cada terra. Espanha é o segundo país do mundo com mais Patrimónios Mundiais da Himanidade, não se trata de um país de praias e "movida". Há todo um trabalho por detrás, que levou anos, em que se teve de gastar muito para recuperar ou manter património. Por isso Espanha também está no ranking dos países mais visitados do mundo. Creio que nós portugueses que temos de tudo, pode ser mais pequeno, mas o nosso país tem riquezas em todos os cantos, deveria não deixar cair até à impossibilidade de alguma coisa fazer, Temos a obrigação para com a história, os nossos antepassados, e devemos projectar tudo isso no nosso futuro, que não se limita ao povo de um concelho ou aos portugueses ams a todo o mundo que nos visita e está ávido por cultura. Dou um exemplo de uma experiência maravilhosamente bem sucedida; o Perú, um país da América do Sul com grandes oportunidades e perspectivas de desenvolvimento, encontrou a sua mina de ouro, Machu Picchu, e a trata como um bem muito precioso, a mantêm impecável, fazem obras de manutenção permanentes, as visitas já tem de ser programadas e existe um limite para os visitantes por dia. Depois tudo em seu redor foi alvo de esmerado trabalho, falo na Rota dos Incas de Machu picchu, que está a ser totalmente recuperada e sob várias obras de manutenção e limpeza, falo do Vale Sagrado dos Incas, e ainda falo na cidade de Cusco, a capital do Império Inca. Hoje o investimento estrangeio no perú multiplicou-se umas poucas de vezes mais, e a oferta hoteleira e restauração explodiu. Um dos 10 hotéis mais bonitos e de melhor qualidade já está situado em terras peruanas.

Não precisamos inventar. Precisamos fazer um levantamento, monumento a monumento. Temos alguns que são notáveis mas se mantêm desconhecidos. E cuidar deles, os publicitar, os colocar nas rotas turísticas. Portugal ainda pode ir mais longe. É um velho país, pequeno, romântico e cheio de história.

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