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10 junho 2016

10 de JUNHO - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades


DIA DE PORTUGAL







Parabéns Portugal. Ergue-se o braço com o cálice na mão e um Porto de qualidade dá-nos a alegria de um festejo e um requinte de algo especial. Mais um ano se passa neste país à beira mar plantado. E, tendo em conta o seu espaço geográfico podemos colocar o nosso país entre os mais velhos do mundo. Temos mais de oito séculos de história. Temos muitas alegrias e podemos relembrar momentos menos felizes. Mas continuamos vivos e Portugal vai manter-se entre a multiplicidade das Nações por muito tempo. Para um indivíduo demasiado meticuloso e organizado, prudente o dia de hoje seria breve quanto aos festejos, e dividir-se-ia em partes sensivelmente iguais de três períodos de tempo. No primeiro daríamos uma incursão ao nosso passado, desde a fundação do reino e as impressionantes capacidades guerreiras do nosso D. Afonso Henriques, falaríamos na Ínclita Geração e o termo da crise de 1383- 85 e a primeira passada no caminho da globalização mundial com a conquista de Ceuta em 1415. Depois poderíamos deleitarmo-nos na vaidosa realidade de termos sido uma potência de tal ordem influente que chegámos a dividir com os nossos vizinhos espanhóis através do Tratado de Tordesilhas o mundo ao meio cabendo a cada um uma parte. E falaríamos da Expedição de Visita ao Papa no reinado do rei D. João V, que foi conversa das gentes daquele tempo pela majestuosidade e maravilha. Colocar-nos-iamos frente ao mapa mundo e levaríamos algum tempo para localizar todas as terras onde as nossas naus acostaram por esse mundo, até terras da Índia, da Malásia, da China e do Japão. E terminaríamos esse período de olhar o nosso caminho realizado observando a Implementação da República, os primeiros anos desse novo modo de governo, a ditadura e Constituição de 1933 de Salazar, e por fim a Revolução dos Cravos, a independência das antigas colónias, a libertação dos presos políticos, as primeiras eleições livres e a liberdade de expressão e reunião, de participar na vida política, na legalização dos partidos políticos, A democrática nova Constituição da República e a implementação de um estado de Direito, legal, que garante liberdades , garantias e direitos aos cidadãos.

Acabaria este período que teve efectivamente muitos momentos de grande importância e que foram marcantes para os portugueses. E passaríamos à segunda pausa de reflexão, olhando os dias da actualidade. Como estamos, qual a nossa posição no mundo, que problemas se nos colocam, como se encontra a saúde, a educação, a justiça, como se concertam as forças sociais, qualo papel da entidades privadas e dos cidadãos em relação à Governação. Enfim, faríamos um levantamento da actualidade.

Por fim, saboreado o passado, e estudado o presente, perante o diagnóstico que os debates e reflexões suscitassem, deveríamos em conjunto, num leque alargado de forças, as tradicionais entidades e instituições,  partidos, Presidência da República e membros do Conselho de Estado, Membros do Governo, Entidades representadas na Concertação Social, Representantes dos diversos sectores de actividade nacional, homens de ciência, de cultura, artistas, pensadores, sindicalistas e empresários, deveríamos programar e organizar meticulosamente um caminho que juntos deveriamos trilhar com vista a chegar a um futuro de todos, mais próspero, mais justo, mais eficiente e eficaz, mais ligado às populações em geral. Com as mãos dadas, com uma união contra as adversidades, com um planeamento no tempo e não dependente dos ciclos eleitorais, poderíamos edificar um país diferente, e voltar a dar lições no mundo onde vivemos e onde podemos, quando soubermos caminhar juntos, voltar a dar lições.

Viva o dia 10 de Junho, Viva o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.


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