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22 fevereiro 2012

Esse amor é o melhor que tenho...





Quando construí este blog, que mais não é, em boa verdade, que o baú onde guardo todas as minhas inquietas divagações e todos os sonhos imaginários que me vão arrastando em vida, pensei sempre, que seria de evitar meter-me em politiquices caseiras, guerrilhas pessoais, ou vulgarescas atribulações do dia-a-dia.

Pretendi, assim, construir algo onde o belo fosse permanente, existisse sempre, e para isso contribuiriam as minhas fotos, mesmo que reconheça ser um amador descuidado e com baixo nível de tecnicidade na arte da imagem e, sempre que pudesse, se o engenho e a arte não me faltassem, iria colocando umas poesias singelas, alguns despretensiosos textos ou divagações, enfim, como o próprio nome deste espaço sugere, algumas ideias.

Normalmente, escrevo sobre o amor. Não conheço nada mais belo. Ele nos faz falta, nos alimenta, dá colorido a nossas vidas, nos faculta um enriquecimento assinalável, e viver sem ele, me parece, é estar mergulhado num tristeza enorme e num vazio descolorido imenso.

Depois, em verdade, o amor é algo tão especialmente lindo que até podemos imaginar. Pode ser sem existir. E estar em nós mesmo que o não saibamos apontar. Assim, não o tendo, não o desfrutando numa realidade desse modo fértil, linda e cheia de magia, podemos mesmo, substituí-lo de outro modo, tendo-o feito à nossa medida, e de acordo com tudo o que de melhor esperamos e queremos dele, na nossa imaginação, o sonhando, o visualizando, o criando num toque de mágica.

É que a vida sem amor, ou sem o procurar, ou mesmo sem a capacidade de o fingir, torna-se simples existência, monótona, oca, cinzenta, que nada tem com a plenitude maravilhosa de viver.

Por isso escrevo poesias de amor. Mesmo que fracas, sem brilho, sem o virtuosismo daqueles a quem a natureza deu o don de criar arte. Mas, por detrás daquelas palavras que coloco em formatura, eu sei, existe uma enorme quantidade de ternura, de sentimento, de um dar e um querer sem fim, que é amor. Escrevo sobre um amor que existe, ou sobre um que tenha perecido mas mantenho vivo e com todo o vigor numa recordação que teimo em não deixar morrer, ou escrevo mesmo, sobre um amor ou um enamoramento que só existe porque desejo que tenha existência, porque dele necessito, e para isso, o invento.

Aqui reside, creio, a loucura saudável, que dá aos poetas, mesmo àqueles mais anestesiados na fantasia quixotesca do que não existe, uma alvorada repleta de luz, um céu azul imenso, um sol de oiro, em cada manhã, e em cada dia novo.

E, entre essas loucuras, a imaginação não deixa de nos bombardear com quimeras fantásticas, realidades insólitas, coisas inexistentes, numa amálgama complexa e interminável, de onde só pode sair a poção mágica que me faz sonhar.

E sorrio em cada manhã, em cada despertar. Quando me lembro de ti. Quando visualizo a tua imagem. Quando imagino a musicalidade suave, essa melodia embaladora que vem de ti. Quando ouço a minha estrelinha dizer-me que és mais bonita ainda do que vejo em meus sonhos, e que te vê sorrir cada vez que os beijinhos que te envio diariamente tocam, com desejo e ternura, a tua pele. os teus lábios. A tua face.

Sou feliz, com o meu amor. Sou um poeta enamorado e um sonhador incorrigivel. Eu sei e tenho consciência de tudo isso. Mas não troco a magia de te amar por nada. Não troco os sonhos que tenho contigo por nenhuma maravilha do mundo.

Sou poeta, posso ser louco, e posso mesmo admitir que me afasto em cada dia do padrão que a sociedade em que vivemos condiciona e cataloga o individuo. Posso aceitar tudo, mas uma verdade inequívoca existe em mim, dentro de mim, e me dá resistência, me fornece a capacidade de acreditar, me faz sentir bem - mesmo que diferente do vulgo - é, sem dúvida, todo esse maravilhoso e imenso amor que existe em mim.

Esse amor, seja ou não real - dizem que os poetas acreditam em coisas simplesmente absurdas - seja ou não possível de aferir, pesar ou medir, ou mesmo de testar, tudo isso, que me faz querer-te, pensar-te. sonhar-te, é o melhor que tenho, me faz feliz e existe.

Esse amor, é o melhor que tenho. E quando o descrevo aqui, e o coloco nesta arca de ilusões e devaneios, sinto dentro de mim uma salutar e indescritivel felicidade, reconhecendo que amo, sentindo a caricia terna e tudo isso que sentes por mim, e que me faz delirar de alegria.

Porque te amo, e assim posso aqui escrever, traduzir em palavras, o que imagino e sonho do nosso amor. Aqui...




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