15 janeiro 2012

Toquei-lhe na mão...




Toquei-lhe na mão. Timidamente. Ela não fugiu com a sua. Fiquei bem. Caminhávamos em silêncio. Só se ouviam as ondas do mar. A brisa acariciava-nos os rostos, revolucionando-nos os revoltos cabelos,estava fresco.

Dificilmente consigo exprimir com rigor o que sentia dentro de mim. Ouvia a sua respiração, sentia o seu corpo se movendo, a meu lado. Toda a minha vida, me pareceu, sonhara com um momento assim. Com ela, a meu lado, os dois, caminhando, numas areias de uma qualquer praia, e na mesma direcção.

Toquei-lhe na mão. De novo. Deixei ficar a minha encostada à sua. Que permaneceu, aproximando as duas, e em breves segundos ambos percebemos que não podíamos separar-nos mais. As mãos agarraram-se, firmes, com certeza, e deixando entre si passar uma corrente de uma incomensurável doçura, e pareceram assim selar, um pacto silencioso, de não querer se separar mais.

Criámos uma amarra, tão sólida como terna. E continuámos, lado a lado, os dois, sem nada dizer, entregues um ao outro, envoltos por todo esse azul do mar, essa imensidão de um infinito de sonho e magia, ouvindo apenas os silêncios e os nossos corações, e caminhando pela praia fora.







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