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31 dezembro 2011

Tanto mar, azul, imenso, o céu... o oceano... sem fim



Azul imenso
mar, imensidão de azul
se entregando de mão dada
céus e mares
num turbilhão formidável de azuís
onde estás
num olhar sem fim
que procuro ver lá dentro
na essência
de ti

Olho todo esse azul
e sinto que me perco
na incomensurável beleza
desse olhar o mar
em revoltas ondinhas
que explodem salpicando beijos
espalhando caricias
num infindável
ondulado de azul

É o mar, o oceano
o que nos separa
tocando ao de leve o que nos une
o céu infinito que tudo abraça
e me leva a sentir-te
ao meu lado
mergulhada no azulado
mar tranquilo
que se espreguiça
sonolento na praia

Azul, o oceano e o céu
esse mar imenso e belo
esse manto onde os nossos passos
não se podem ouvir
onde as mãos dadas não se podem ver
onde o beijo que trocamos
está salpicado de sal
de mar, de desejo, de amor
nesse infindável espaço
em movimento cheio de azul
que nos chama
e nos une

Oceano, mar sem fim
azul e mais azul
longe o perto, o olhar
as mãos dadas, o abraço
a praia, o sol ao longe
o vento, as areias finas
acariciadas por espumas brancas
soltas, que saltam loucas de alegria
de um mar terno, embalador,
que no seu azul, parece
embalar, com afecto supremo
um amor feliz

Olhando o mar
na praia, nesta ponta do mundo
e sabendo-te do outro lado da terra
levanto os braços ao céu
e embriagado em turbilhões de azul
perdido na doçura e profundidade do teu olhar
me perco, e sonho, e deliro,
enquanto em desnorte navego
sem rumo e à sorte
à procura de ti

Do mar, do oceano, do céu
do azul que me acaricia
da brisa, do teu olhar

17 dezembro 2011

Acordei hoje de manhã, surpreso...




Hummmmmmm…
Bom dia
acordei esta manhã, ouvindo uma musiquinha muito suave e terna
estranhei
todos os dias acordo entre silencios e um vazio
abri os olhos e sorri
ao meu lado, bem à minha beirinha
estava pachorrenta a minha estrela brilhante
cheia de cores, e exalava por todos os lados uma música suave
que parecia de encantar
Surpreso, estendi a mão, e ela veio pousar entre os meus dedos
saltitou brincalhona de um para o outro, e outro dedo
e num salto divertido e acrobático veio ao meu ouvido e me segredou
"- tens sorte Pedro, és um homem feliz, a tua princesinha
essa que tens do outro lado do mar, e que seduziu teu coração
envou para ti, esta música, e expressou a vontade que te diga
que lhe não és indiferente e que podes continuar a sonhar"
E, roçando delicadamente a minha face, me pousou um beijinho teu
"Foi ela, ela é linda Pedro, dá-lhe tudo que tens de melhor. Foi ela"
e se foi, voando, não sem antes rodopiar pelos ares
Eu, feliz, gritei a plenos pulmões; BOM DIA MEU AMOR, TE ADORO
E me levantei






Esta noite não pude dormir...



Esta noite não pude dormir
estava apreensivo
sentia-me só, um pouco triste, um pouco vazio, melancólico
os meus pensamentos estavam longe de mim
andavam no outro lado do mundo, depois do mar,
sentia cosinhas intensas inexplicáveis
lindas, belas, fantásticas, bonitas, suaves
era um turbilhão de sensações
e pensava, desordenadamente, sem tino,
mas, de tudo o que me vinha à ideia
me sentia bem, porque te conheci,
e sentia que algo estava a entrar na minha vida
e existia magia, sonho, encanto,
estava melancólico, entre pensamentos, quando uma estrelinha
linda, muito brilhante, entrou no meu quarto
e mostrando mil cores, pousou no meu ombro
e me disse: "Espera e confia Pedro, eu entendo, ela é linda
e estás a enamorar-te, não temas, descansa, é lindo,
dorme meu amigo, que eu num instantinho vou por ti
e levo tudo o que sentes, e podendo, vou pousadamente,
dar por ti um beijinho cheio de ternura no teu amor"
E foi, a estrelinha atravessou o mar, feliz fez piruetas em pleno vôo
e entrou no teu quarto, quando dormias, falou-te baixinho ao ouvido.
... voltou a estrelita, brilhando e feliz, e me disse:
"Pedro, o teu amor é lindo, fiz como te prometi, lhe contei tudo o que sentes
e sabes? Ela sorriu, de mansinho, tranquila... e ficou bem
muito bem, quando lhe depositei na face o teu terno beijinho"
Foi nesse momento, então, que adormeci...




08 dezembro 2011

Olhar as coisas simples, voltar à natureza






Do outro lado do mar e do mundo, existem lugares fantásticos, lindos, de enorme beleza, ainda à espera de serem descobertos. Nessa imensidão de tranquilidade e harmonia pode o homem edificar o castelo que idealizou, resistente aos anos e às intempéries, onde, de mão dado com a sua princesita, pode, até ao fim do mundo, disfrutar de uma existencia maravilhosa, tranquila e feliz.

Existem tantos lugares assim belos mundo fora, livres do desenvolvimento desenfreado, que tudo, numa voragem impiedosa, tem destruído.

A verdadeira civilização vai ser um regresso a tempos de equilibrio, em que os homens sabiam bailar, e faziam filhos, e com suor se ganhava o pão de cada dia, onde as familias se uniam à volta da mesa, todos juntos, e aí passavam, se apoiando e protegendo, constituindo a base social, uma vida.

O mundo está dilacerando as pessoas, arrasado em milhentos problemas aparentemente insolúveis, e as pessoas, as familias, as instituições, as empresas, tudo parece em agonia.

Temos de voltar a olhar as coisas simples, e a procurar, com inteligencia e bom senso, um caminho que seja possível enveredar, e que nos leve a uma existencia tranquila, saudável, com esperança, num futuro, que de outro modo, dificilmente dse vislumbra.






29 outubro 2011

10 junho 2011

Um amor só.





Vamos lado a lado
Caminhando juntos
Por este mundo
Neste caminho
Onde parar é esquecer
Um futuro
Que queremos nosso

Vamos juntos
Neste caminho da vida
De mão dada
Devagar, passo certo
Procurando que cada passo
Se transforme
Num aproximar
Da realização concreta
Do nosso sonho

Caminhemos
Não larguemos as mãos
Nem desviemos os olhos do chão
Desviando-nos das armadilhas
Que aqui e ali
Vão polvilhando a estrada
Enquanto asseguramos
Pelo canto do olho
Que o infinito que nos chama
Está cada vez mais perto

Sinto a tua na minha mão
E sinto que estamos cansados
Que a respiração ofegante
O suor
As pulsações
Tudo nos convida a quedar-nos
Ali, sossegando, em descanso
Mas, com a raiva de uma fome
Insatifesta que teima em saciar-se
Arrastamos os pés
Continuamos juntos, lado a lado
Quando tudo parecia levar-nos de vencida

E, lado a lado, juntos, tu e eu
Seguimos como sempre
Desde aquela entrega nossa
Um ao outro, entre beijos e abraços
Embevecidos y alimentados por um amor feliz
Que nos guarda e nos protege
Nos dá força, e nos guia
Não permitindo, que ventos aloucados
Que tempestades abrasadoras
Que borrascas e assaltos
Nos desviem, um passo
Do nosso caminho

Eu e tu
Juntos, sós,
Os dois, lado a lado,
Continuamos a seguir
Em frente
De mão dada
Com o ânimo que damos
A cada um de nós
E recebemos do outro
Continuamos a amar-nos
A sermos um turbilhão
De ternuras envoltas em sentir
Que dos dois apenas resta
Um e outro, unidos,
Em um amor
Só.












04 março 2011

ESTOU LONGE?...



SERÁ QUE ESTOU LONGE?...

ESTOU LONGE
MAS TE SINTO TÃO PERTO
QUE SINTO MESMO O TEU CALOR
CADA VEZ QUE TE IMAGINO
AQUI, JUNTO DE MIM
NO SONHO SEM LIMITES
DE UM AMOR
INTENSO
REAL
QUE ME INVADE
ME TOMA E COLHE
ME ARRASTA FELIZ
PARA CARÍCIAS TERNAS
BEIJOS SUAVES
TERNURAS IMENSAS
E MÃOS DADAS
ENQUANTO CAMINHAMOS
JUNTOS
À BEIRA DO MAR
NA PRAIA ENCANTADA
ONDE NOS AMÁMOS
E AONDE ESTA ENTREGA
DE UM AMOR DELIRANTE
ME TORNOU ESCRAVO
VICIADO
DE TI


ESTOU LONGE
MAS SINTO NAS MINHAS
O CALOR DAS TUAS MÃOS
NOS MEUS
A SEQUIOSA HUMIDADE
DOS TEUS LÁBIOS
EM BEIJOS MÁGICOS
QUE INACESSANTEMENTE
TROCAMOS


ESTOU LONGE
MAS SEI QUE ESTÁS COMIGO
EM CADA INSTANTE
EM CADA MOMENTO
DE DIA OU DE NOITE
PORQUE ACORDO CONTIGO
ALMOÇO AO TEU LADO
CAMINHO ACERTANDO O PASSO
PELO TEU ANDAR
E, PELA NOITE DENTRO
QUANDO NOS DEITAMOS
BEM JUNTINHOS
É NESSA HORA MARAVILHOSA
QUE NOS ENTREGAMOS
A UM AMOR SEM FIM


ESTOU LONGE
MAS TE AMANDO COMO AMO
TE SENTINDO COMO SINTO
NÃO RECONHEÇO
NEM MESMO ACEITO
NEM O MAR QUE NOS SEPARA
NEM TODO O ESPAÇO DE AZUL
DE UM CÉU QUE NOS TOCA
A AMBOS
(E QUE TAMBÉM NOS UNE)
NEM O QUE DE MIM TE AFASTA
ENTREGANDO-ME TOTALMENTE
AO DELÍRIO INEBRIANTE
DE UMA PAIXÃO BONITA
DE UM AMOR DE LOUCURA
QUE EM CADA MOMENTO
TROCAMOS, E TEMOS
E QUE É A VIDA


ESTOU LONGE?...


27 fevereiro 2011

E se de repente a quiser amar?



e se de repente lhe pedirem um beijo
lhe disserem que a desejam
(mesmo sem a conhecer)
que lhe querem fazer caricias
sentir seu calor olhar seu corpo

se de repente, lhe disserem
te amo amor
te quero
entregue-se a mim
que eu não posso fazê-lo por ninguém
pela simples razão que já sou seu
em sonhos
em delírios
em noites sem dormir
em chamas que devoram cá dentro
em tudo
que sou eu
e hé em mim

e se de repente lhe oferecerem tudo
partindo de um nada
de um vazio
lhe disserem
sem seu calor
não há vida
sem seu olhar não há esperança
sem sua ternura só a escuridão
de um qualquer catapultado
quadradinho tão escuro
como o negro mais negro

e se de repente lhe disserem
quero amá-la, a sua imagem
o que representa
os seus olhos, os seus beijos
acariciá-la a olhando
sentindo sua sensualidade
perdendo-me nos seus seios
na sua pele
na entrega
num querer que devora

e se de repente a quiser amar?



Vou partir, em busca dos sonhos




Vou partir...
...Em busca dos sonhos
Que nasceram em mim
De um dia sair ao mar
E navegar até ti
Que estás, princesa
No outro lado do mundo

Vou partir...
... procurando delícias
Que me alimentam
E me dão energia e vida
E que trazes contigo
Nos teus beijos
No calor dos teus abraços

Vou partir...
...Numa hora qualquer
De um dia com ou sem sol
Rumo a ti praia iluminada
Onde passeias junto ás ondas
Transportando essa ternura
Que tanto me deixa louco

Vou partir...
... Não resisto ao teu olhar
Que me chama, ao teu corpo
Que me descontrola, prometendo
Paraísos de mil cores, amores
Deleites sem fim, que a mim
Me fazem perder o norte

Vou partir...
... As ondas e os ventos
Vão acalentar os meus anseios
Dar-me a sensação que te beijo
Dar as caricias que sinto me darás
Compensar-me do que sofro
Em cada dia longe do teu olhar

Vou partir...
... Para chegar a ti
Para que o meu desnorte
A minha desordenada vida
Volte nos teus braços
A ter novo sentido
Encontrando-me contigo

Vou partir...
Ansiando chegar à praia
Onde sei que me esperas
Onde a areia testemunhará
A vitória do amor e do querer
Quando nos abraçar-mos
E nos perder-mos em nós.

Vou partir...



25 fevereiro 2011