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17 setembro 2010

Tenho para dar-te, um milhão de flores


Tenho para dar-te um manto imenso de flores
De todos os tamanhos e todas as cores
São, cada uma delas, um hino aos delírios
Aos risos, beijos e abraços, tristezas e martírios
São realidade que passámos, os dois, tu e eu,
Em idas épocas que o tempo timidamente adormeceu
São flores de todos os tamanhos e tons, e tipos, e cores,
Bafejadas de muito verde, de esperanças, envoltas em ternura
Num serpenteado caminho, em tenaz jornada, em procura
De algo inimaginavelmente belo, como sempre foram, nossos amores

Tenho para dar-te um ramo com um milhão de flores
De todos os modelos desenhados e sonhados, com e sem odores
Que me fazem recordar um paraíso sem limites ao te ter
E de voltar a dar-te, mais uma vez, quando a luz se esconde, ao entardecer
Num momento de amálgama de ternura de encantos e de magia
Um ramo multicolor, cheio de cores e alegria, envolto em sonhos


16 setembro 2010

Deixa-me tocar-te...


Deixa, deixa-me que te toque
Como se de sentir-te pudesse interiorizar
A explosão incomensurável de uma impressão
Com os dados e medidas, de um sonho
Daquilo que foi e é o amor que te tenho



Deixa-me tocar-te, ao de leve, levezinho
E sentir uma nova vida a reconquistar este espaço
Que tem jazido, petrificado, entre pedras e escuros,
Como se a chama, brilhante, quente, sedutora,
Fosse ela mesma, o que vem de ti, ao tocar-te.



Deixa tocar-te, sem mesmo te tocar
Mas imaginando que a tua pele alva e sedosa foi minha
Por instantes imperceptíveis, mas reais
Que o que dentro de ti corre veloz em mil direcções
Tocou e entrou em mim, em miraculosos sais



Deixa que sinta a existência desse momento mágico
De um amor que teimoso se deixou ficar, firme, meio louco
Ébrio em volteios e piruetas de musicais delirantes, nos céus,
Nos sonhos, em quimeras, e que desperta, felizmente, vivo,
Forte, intenso, como sempre foi, nosso… quando te toco.