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20 setembro 2009

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No dia 10 de Março de 2009, curiosamente o dia do meu aniversário, coloquei a primeira mensagem neste Blog, a que chamara Kampus de Ideas e que há algum tempo antes idealizara mas que, na ausência de conhecimentos técnicos e alguns problemas entretanto encontrados, ficara adormecido à espera de luz.

Passaram 6 meses desde o momento em que, em bom rigor, nasceu este espaço internauta que procurei dedicar a todos os curiosos que por aqui espreitassem vindos de onde quer que fosse, deste mundo ou do outro, independentemente de cores, credos, ideologias, ideias, e a tudo aquilo meu, que podia criar, e que uma vida agitada ou embalada em desorganizações, e tempos demasiados cheios, ou vazios, alterados, complexos, nunca permitira edificar.

Aqui, como num baú de madeira escondido no porão de uma qualquer caravela, poderia guardar pensamentos, textos, em prosa ou em poesia, ou colocar fotografias que um pouco anarquicamente e sem técnica ia tirando nas minhas incursões pelo meu jardim, nos meus passeios nas redondezas buscando a paz num caminho cheio de natureza e tranquilidade, ou numa ou noutra viagem atrás de lugares com magia, ou coisas merecedoras de espanto. Poderia assim, mostrar a quem por aqui passasse lugares que desde sempre me tocaram e contemplo há muito, e outros que visitei e recolhi com a minha maquineta dos retratos, pessoas cuja importância não posso ocultar e coisas a que não consegui ficar indiferente.

De outro modo milhentos pequenos feitos rapidamente cairiam no meu esquecimento, e algo que eventualmente pudesse criar com mais alguma valia, seria seguramente levada pelos ventos, pelo tempo ou perderia o brilho, mesmo que ténue fosse, num céu sem fim, privado de estrelas.

HOJE, COLOCO A MINHA MENSAGEM 100

E, enquanto escrevo algo para marcar com a solenidade que merece tal número na vida de qualquer coisa deste mundo, o sensacional evento, para dar-lhe uma memória, torná-lo acto bastante, constato coisitas bem simples, mas simplesmente, também, verdades. Por exemplo;

- O tempo, enquanto fui aqui colocando mensagens, não deixou de correr e, se é bem verdade que os dias e as horas não parecem ter a mesma duração, não se parecendo iguais, foi com a precisão dos maquinismos mais exigentes no toque e no rigor, que tudo passou, iguais, com a mesma batida, hora após hora, e dia após dia.

- Com o tempo a passar, com o “Kampus de Ideas” aberto a um mundo imenso, e com algum amor-próprio, e afinal alguma validadezita que os humanos sempre justificam para crescer sorrindo, exigindo, na falta de melhor, que pelo menos deveria cuidar da criança entretanto nascida, sendo razoável, e elementar, fazer, fazer alguma coisa. Foi o que aconteceu, a pouco e pouco, mensagem atrás de mensagem, mais uma foto aqui e outra acolá, tudo foi crescendo, crendo eu, arriscaria em assumir que este devaneio internauta está, se não na idade adulta, num período exuberante e alegre de puberdade.

- A promessa de algo um pouco difuso que ia colocando timidamente no computador transformou-se num blogue, respira, tem corpo, (qualquer dia vai às sortes), com cor, com palavras e imagens, com visitantes, conhecidos e desconhecidos, a espreitar vindos sabe-se lá donde.

Posso afiançar, depois destas 100 mensagens, que me sinto muito bem, sinto que produzi alguma coisa, que guardo neste espaço sem limites e que partilho sem reservas com quem queira aparecer por aqui.

Uma despreocupada abordagem do que fui capaz de fazer, sem sujeitar-me a excessivos rigores, e da vida quotidiana de todas estas coisas aqui colocadas, leva-me a enunciar alguns dados que me parecem possuir maior destaque. Tais como:

- 100 mensagens e cerca de 400 fotos

- 3876 visitas de pessoas de 68 países

- 936 visitantes de Portugal (45,7 %)

- 397 visitantes da Colombia (19,4%)

- 148 visitantes do Brasil (7,2%)

- entre outros países tive visitantes de países como o Vietname, Guadalupe, Letónia, Coreia, Quénia, Palestina (Territórios Ocupados), Líbia

- visitantes de língua portuguesa – 1086

- visitantes de língua castelhana – 724

- visitantes de língua inglesa – 136

- dia mais visitado com 100 visitas

- dia com mais visitantes com 45

Só poderia estar aqui escrevendo tudo isto, porquanto fez-se realidade um sonho de há muito tempo, e o “Kampus de Ideas” é uma realidade, está vivo e cheio de vontade de prosseguir. Só foi possível porque desde a primeira hora, e em boa verdade mesmo antes dela, pessoas várias me incentivaram, primeiro a construir um espaço assim, e depois a manter-me atento, interventivo, criador, na labuta que sempre exige algo que desejamos permaneça interessante aos olhos dos que nos visitam.

Se não deixa de ser verdade, que muito do fazemos é construído para satisfazer as nossas pequenas vaidades, não deixa de ser verdade que o acto de estarmos partilhando sem qualquer limites ou controle, com todos que entram aqui, nos obriga a ir mais longe, a não parar, a não desistir. Estamos debaixo de olhares, de críticas, da nossa arte e engenho dependerá o interesse para os demais deste blogue, e por isso temos de seguir esta viagem que um dia, cheio de sonhos, começámos.

O caminho tem altos e baixos, a viagem decorre uns dias melhores outros com menos proveito, assim é a nossa vida também. Mas o que é verdadeiramente importante é este caminho que percorremos juntos, eu e todos aqueles que sinto por detrás de números que não param de crescer, ou das bandeirinhas coloridas que embelezam os meus contadores. Eu e alguns que conheço, e uma incrível maioria que desconheço, nunca vi, nem sei donde são, nem onde algumas vezes se colocam numa carta os seus países, somos quem dá vida a este espaço que procuro manter interessante e meu, muito meu no acto de criar – apenas as músicas e alguns pensamentos não são da minha autoria. Depois, colocada uma mensagem, uma foto, tudo deixa de ser objectivamente meu para se tornar de todos, de um espaço inimaginável e sem limites.

A esses todos, que conheço, que me inspiram, e aos que não imagino mas sei que estão aqui, deixo o meu agradecimento. Sem todos eles, teria desistido, teria abandonado de encher a arca com coisas minhas que partilho, estaria seguramente mais só, menos criativo e menos empenhado em fazer. Algo, que com muita alegria faço para mim procurando que possa produzir um pouco desse contentamento aos que me visitam

Muito obrigado a todos.






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