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31 agosto 2009

Mudam-se os tempos e muda-se...




Mudam-se os tempos e muda-se, desassossegadamente
As mil vontades que a gente tem de correr, sem parar,
Rumo a um futuro tornado incerto, cada vez mais,
Atrofiado, hesitante, emparedado entre as recordações
E o receio de partir, sem saber bem como, e menos,
Ou mais, para onde, e se tudo acaba ou começa.

Mudam-se os tempos e muda-se, súbita, a força
De partir e mais a força de chegar, sem que se saiba
Por certo, qual a medida certa da viagem, e donde,
O apeadeiro, onde temos de parar, a tomar forças
P`rá jornada que julgamos viver em cada dia

Mudam-se os tempos e muda-se, a cor, a luz
Entre os ramos do arvoredo cada vez mais denso
Emergem, entre folhas e ramagens, tímidas estrelinhas
De raios, mortiços, que se recolhem, no escuro

Mudam-se os tempos e muda-se, a palavra, o verbo
Não só os passos se desviam como a vereda vagueia
Saltitante, busca novos poisos, à descoberta

Mudam-se os tempos, virando bom o que foi mau
Muda-se a comédia para virtude, a coisa para o sonho

Mudam-se os tempos, muda-se a vida, muda





São os olhos doces, teus... o teu olhar


Luzes do teu olhar...

Luzes existem, dispersas, altaneiras
Entre espaços sem fim, mundo fora
E nos fazem seguir um sentir que temos dentro
De nós, e do nosso mundo, teu e meu, bem nosso
Permitindo, enlevados, mãos nas mãos,
Caminharmos como se estivéssemos juntos
Numa entrega sem limites, nos querendo,
Nos amando, em cada toca de olhares
Sentindo aqui neste vale terreno, junto a mim
As luzes brilhantes, como em encontro estrelar
Onde as cores, fantásticas, cintilando
São quiméricos sonhos, bandeiras e faróis
Que além do alto nos fazem ver.

As luzes saltitando, que vejo nos céus
Faiscando, luzidias, entre mil estrelas
São as forças que recebo de ti em cada noite
Para que possa existir plenamente, em pleno dia
São os beijos que me confortam e me fazem viver
São as carícias de um amor ainda existente

São afagos ternos que das alturas me chegam
As luzes, entre sóis, irradiando clara luz
São os olhos doces, que sempre me incentivam
Teus, belos, brilhando, lá no alto… o teu olhar.

17 agosto 2009

Noites revoltas em magia




Noites revoltas em magia

Olho a escuridão sem quaisquer limites
Existente num mundo à deriva, sem luz,
Onde as estrelas e demais astros se quedaram
Vertiginosamente lançados sem direcção
Sem cor, sem qualquer brilho, num vazio

Olho a ausência de querer e inexistência de vida
Num espaço, obrigatório, incontornável, à frente
De um caminhar suspenso em busca de estar,
Ou de ser, simplesmente gente, e querer seguir
Na pegada de um brilho onde exista esperança

São ocasos, num mundo repentinamente louco,
Onde intensamente se interligam e misturam
A sombra de gelo, o frio, luzes perdidas e a fantasia
Em espaços inexistentes, ou sequer sonhados,
De êxtases intensos em noites revoltas de magia


Há sempre um regresso



Há sempre um regresso

Perdemo-nos em cada instante
Porque partimos em busca de nós mesmos

Perdemo-nos em cada dia, em todos e em nenhuns
Momentos
Porque desejamos transformar em realidade
Os nossos sonhos mais belos

Partimos, ao assalto, à aventura
Saltando precipícios e violando fronteiras
Porque acreditamos no tesouro
Oculto entre as areias de uma praia

Partimos, mesmo cansados,
Mesmo quando impossibilitados de mover-nos
Nos deixamos quedar, sós, sem um passo
Procurando que as nossas fraquezas
Se transformem em fúrias

Um dia vamos voltar
Regressamos, retornamos ao local
Donde partimos e a nós mesmos
E aos outros que assistiram calados
Á fuga que parecia a nossa partida
Um dia voltamos ao inicio de tudo
Do nosso pequeno mundo
E dos nossos primeiros passos
Ao que fomos e ao que queremos ser
À ilusão e ao sonho que nos fez correr

Um dia depois de partir
Vamos voltar a nós mesmos
Num regresso que sempre tem de ocorrer
E que existe sempre

Há sempre, no nosso mundo
E nas nossas vidas, o nosso voltar
Há sempre o retorno
O nosso regresso.