Nº de visitantes por País

free counters

23 junho 2009

MAR QUE NOS UNE E SEPARA





Azuís e verdes, salpicados de branco
São os sonhos que transporto na alma
Igualinhos à cor desse mar sem fim
Que tanto nos une e nos deixa bem
Como separa, impedindo, o fazer-se amor

Longe o azul do céu, ao pé de ti
É o mesmo tecto que tenho à minha beira
Trazendo e levando os nossos beijos
Acariciando em mil ternuritas
Um sentir que transborda estes corpos

Azuis e verdes, o céu e o mar
Ambos podemos tocar, elevando as mãos
Ao pé de ti, igualmente em meu redor
Tudo é ponte que nos faz correr ao outro
Tudo é porta que parece barrar-nos

E assim, cada um de seu lado do mundo
Estamos perto, damos as mãos, e nos tocamos
Em cada momento junto da praia, do azul
Quando tocamos com os pés, as mil águas
Que nos fazem acreditar que existimos

O mar nos separa e nos convida a chegar
Partindo ao amanhecer sobre as ondas
Cruzando esse céu que não possui limites
Como o que em nós existe, perdura, e vive
Em cada azul, e verde, salpicados de branco









1 comentário:

j maria castanho disse...

É bom saber que ainda há muitas "Searas Acesas nos Regatos da Alegria


Há segredos que ficarão sempre guardados entre nós dois
A sete chaves entre os murmúrios dos marmóreos muros
Não há só amanhã, nem ontem e muito menos até depois
Despedidas portas abertas escondem-se na transparência
Como eu e tu que a sentir pensamos, criando consciência.

Recordo. "Surpreendo-me" disseste, ao pestanejar do gesto
Suspenso só agora veio à fala a resposta do resto impresso
Teu falar próprio como palavra da palavra exacta ao texto
Significativo – se dirá: "acariciar-te exige demasiado tempo
Esforço, atenção, predicado fiel ao verbo, pretexto afectivo;
És rebelde em teus contornos", adiantaste porém, a conclusão
Como um til de breve meneio, odalisca a dançar no palato
Contorcido baile do corpo que se desfaz entre tules e tafetás
Eclodindo cliques na língua de gás oxigenante à fala, o tacto
Sob o tecto de nós, grito que se ouve aflito por estarmos sós.

Somos únicos no amor nada receamos nem a dor, desengano
Porque todos sabem que te amo, mas ninguém como e onde
Esconde o verbo, rola-o na ponta da língua, a láctea pérola
Enrola-a entre sílabas difíceis, segreda o nome se te chamo
Di-lo sentido, alvéloa saltitante caçando os insectos desta voz
É como seara que se acende a reinventar a aurora ao novo dia
E em regatos de oiro rega a ocidente foz num oceano de alegria!"

E que elas desconhecem as limitações comuns aos tempos e aos lugares, mas sobretudo não se predem nem atam aos limites e abismos oceânicos, escorrem para lá deles, formando "novos continentes"