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10 maio 2009

UM DIA BEM PASSADO

Um bom amigo dos tempos de Faculdade convidou-me a visitá-lo e à terra de seus pais, ontem, ali para o interior centro de Portugal onde, com outra “malta”, boa gente, ali residente e outros que não deixariam de vir de Lisboa, encontraríamos oportunidade de franco convívio, seguramente uns salutares petiscos compostos daquelas iguarias campestres ou rurais que tanto nos fazem crescer água na boca, e claro, numa ideia assaz arrojada nos acometeríamos a uma audaciosa aventura – o modernismo tem cada coisa – de descobrir, em jeito de concurso, com prometidos fabulosos prémios, a aldeia e algumas das suas mais interessantes particularidades.
Não pude recusar. Uma amizade boa é como um imã, e sempre vão crescendo as tão portuguesíssimas saudades. E viajar é sempre um cortar com as rotinas tão pouco coloridas dos dias que vamos passando nas nossas vidas.
E, ainda mais, comer, beber e conviver, prometem esquecer por algumas horas coisas tão estranhas e mesmo estranhas, que nos fazem amargos de boca e turvam os pensamentos, como a economia numa crise que teima em ser estrangeira quando a maior está entre portas e somos nós mesmos, uma gripe que meio mundo jura tudo ameaçar, com outro meio a dizer que se trata de invenções da indústria, da economia falida e de uns políticos habilidosos a inventar entreténs para inconfessáveis interesses. Entre outras coisas mais…
Assim, viajei à Beira Baixa, ali para a zona do pinhal – Deus no livre dos incêndios – e confesso foi o que melhor fiz; senti-me bem, conheci gente linda, a tal boa gente, convivi, comi, falei, ouvi, sorri, andei à chuva – há muitos anos não apanhava duas valentes molhadas na mesma tarde, - e andei por ali, rua abaixo, rua cima, caminho para aqui e para ali…

Foi um convívio alegre, feliz, um dar ao dente, de tinto na mão, recordar antigos pratos que dificilmente se encontram hoje nas nossas mesas. Até houve jogo da sueca com renúncias e tudo. Foram quatro jogos, claro está, um pente doirado para pentear a farta cabeleira.

O passeio aventura, foi mesmo a loucura total, só se via gente de camisolas branquinhas e boné na cabeça, em pequenas equipas, percorrendo a terra, fazendo perguntas aos residentes, tirando fotografias, tomando notas, um corrupio, entre alegrias, bocas, risadas e claro está, correndo a fugir das fortíssimas trovoadas que alagaram por completo toda a aldeia.

Mas fruto de tudo isso ficámos a conhecer a oliveira mais velha dos arredores, onde estavam os eucaliptos mais altos, a idade da Igreja, onde existiu um lagar, tirámos fotos a flores do campo, a ruas, a casas, e andámos, andámos… eu nem podia crer, depois do estado em que ainda trazia os meus pés dos mais de 25 quilómetros em que estive perdido nas serras do Transfrontera ali na raia da Extremadura espanhola perto de Marvão.

Vimos, olhámos e fizemos muitos pequenos – que parecem nadas – mas foram efectivamente, um olhar, mais atento, e mais cansativo – há que fazer desporto – às nossas raízes.
Depoiis… upssssssssssssssss ainda houve daqueles jogos tradicionais, onde, claro está, a minha equipa – daqui envio um saudoso abraço a todos eles – que era sem dúvida a melhor de todas, jajajjajjaja, se destacou em todos os feitos. Como é bom de ver…

Quanto aos prémios… bem, aí já a coisa muda de figura. Há bom português, que cá para mim ali houve sabotagem – possivelmente a ETA estaria envolvida nisso – saiu a filhos e compadres, e aos da terra… aos amigos e afilhados. Só faltou estar por ali algum membro do governo. Mas, à boca fechada murmura-se pelas ruelas daquela aldeola beirã que um ministro do governo telefonou, ele próprio, a dar instruções e pedir apoio para uns certos amigos.
Junto algumas fotos desse dia bem passado. Agradecendo ao meu amigo Luis Martins o simpático convite, e desejando que não se esqueça de repeti-lo das próximas… Tenho de desforrar-me do jogo da sueca, e do mau olhada da renúncia, e claro, conviver, ver, sorrir, comer e beber, e sujar as mãos, apanhar molhas, e ser enfim, de novo, um rapazola aloucado, e feliz.
Obrigado Luís… a todos que por ali estiveram um abraço. Especial, especial, claro, aos meus companheiros quer de equipa, os “Perdidos” encontraram-se no melhor, mesmo sem prémio, e à minha parceira de sueca, que merece vitórias imemoráveis.

UM bem-haja a todos. Foi um lindo dia, Gostei

3 comentários:

Anónimo disse...

Fue lo mejor que he vivido desde que me escuentro en tierras Portuguesas, la verdad la pasamos espectacularmente fantastico....
Fue un placer compartir con tantas personas divertidas...

Saludos

Romina (eylin.posadas@gmail.com)
PD: peço fv envie mais fotos a meu email - Obrigado

Um abraço =)

Liliana G. disse...

¡Qué fotos preciosas! Me da gusto saber que has pasado por tan hermosas jornadas. ¡Enhorabuena!
Cariños.

Escritório disse...

Caro Pedro,
Existem coisas que nunca nos esquecemos. Uma namorada, um professor, uma festa, um Amigo...
Umas melhores e outras piores mas, de certa forma, todas importantes.
Fico contente quando, ao interiorizar a palavra saudade e as lembranças daqueles que gosto, me lembre e te sinta perto de mim.
Vou comprar uma máquina fotográfica e ver se me começo a dedicar à fotografia. Já o queria fazer há algum tempo mas não tive coragem.
Vamos ver se nos reunimos mais vezes…existem coisas que fazem a diferença. A amizade e o convívio é, á indiscutivelmente, uma causa maior.
Luis M. Martins