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30 maio 2009

ARTE RUPESTRE EM VALE DE GAIVÕES - ARRONCHES

Bem do tempo do Neolítico, uns nossos avozitos que se deliciavam a pintar nas rochas, deixaram, ali na freguesia da Esperança, Serra dos Louções, as pinturas rupestres do Abrigo dos Gaivões.




Desde esse tempo das cavernas, dos homens correndo e pulando nos campos de cabelo imenso e em desalinho, com curiosas fatiotas de peles de animais, armados de paus e pedrada bravia, inimagináveis expressões artísticas se mantêm desafiando os elementos, ali bem onde o nosso Portugal parece terminar, e encontramos, preguiçosas, as terras de Espanha.

Trata-se, dizem os entendidos nisto dos calhaus, de um importante complexo de arte rupestre alvo do interesse e estudo de investigadores e arqueólogos da Universidade de Évora e de físicos nucleares das Universidades de Extremadura e Alcalá de Henares (Espanha).




Procuram-se, com a intervenção da ciência e da técnica, às luz dos mais modernos conhecimentos, identificar os compostos inorgânicos minerais presentes nas tintas produzidas e usadas por esse tempo.




Sabe-se, no entanto, que as colorações avermelhadas obtiveram-se, de modo maioritário, com óxido de ferro, que, com toda a segurança, se poderá afirmar, ser recolhido nas proximidades.








Descoberto, sabe-se pelo professor de Albuquerque Aurelio Cabrera é provavelmente o mais decorado dos abrigos rupestres encontrado nesta região. Compõe-se de quatro painéis decorados com cores onde predomina o avermelhado, amarelo e mesmo negro, e onde ressaltam as figuras, três, ramiformes, correspondentes a um ou vários animais, que poderia tratar-se de um bovídeo ou javali e que a imaginação de alguns levou a crer poder tratar-se de um rinoceronte.




Situada na área do Parque Natural da Serra de S. Mamede, o abrigo rochoso de Vale de Junco, ou Lapa dos Gaivões, em pleno Alto Alentejo, a cerca de 10 Km de Arronches, localiza-se no cimo de um pinhal, e justifica, um passeio.






Um olhar, uma quantidade de fotos, um momento de tentar ver e imaginar o que foi, como ainda está ali, e o que podemos fazer, para tirarmos ensinamentos e para assegurarmos que essa realidade deve permanecer respeitada e em bom estado para todos aqueles que depois de nós aqui vierem, e olhem o passado.




É monumento nacional desde 1970.

O abrigo não está isolado sendo que, foram reconhecidos outros dois, na mesma Serra – “Igreja dos Mouros” e “Laje dos Louções”.







25 maio 2009

MADRID - 2009 MAIO, 14; MANIFESTAÇÃO EUROPEIA CONTRA A CRISE



O dia 14 de Maio foi, em Madrid, o palco para o protesto de muitos milhares de trabalhadores, que puderam assim demonstrar a sua insatisfação face à realidade dos novos tempos em que se sente, de modo claro, a degradação da qualidade de vida, a perda e a desvalorização do emprego, um minguar cadenciado e persistente da diminuição de direitos, e o aumento avassalador da diferença entre os mais ricos e os mais pobres, sendo que o número destes não para de aumentar a um ritmo verdadeiramente assustador.




As famílias encontram-se perante uma nova realidade em que cada dia existe menos dinheiro para fazer face às habituais despesas que podem assegurar a existência, que se desejaria digna e tranquila. Os jovens longe das certezas onde poderiam alicerçar os sonhos, mais do que deixarem as ilusões nos tempos que virão, recebem em cada dia que passa, um passaporte para um futuro descolorido, amargo, e sem esperança.
Os que trabalham marcham silenciosos para trás, para um passado próximo das condições de não ser livres, e de se venderem por pouco, para aspirarem a coisa nenhuma. O trabalho que existe hoje, sem qualquer estranheza, se perde no dia seguinte, as condições de trabalho e as toneladas de regras orientadoras mudam-se como se quer, de qualquer maneira, passando os contratos e os princípios a não valerem de nada, nem permanecer como pareceria bem, a boa fé, entre os diversos agentes da vida em sociedade. As empresas abrem as portas sem qualquer razão que não seja o interesse do mais forte, ou do mais bem colocado junto dos árbitros e fiscais do regime, ou de ambos – que sempre podem petiscar e dividir lucros na casa de pasto mais próxima – deslocalizando-se, como se tivessem adquirido pernas, para um que dê mais, que iludido assistirá, pouco depois a novo salto, para um novo senhor, que mais pague. A um ritmo impressionante tudo muda, desde o político ao director de um banco, do quadro ao empresário, do que assalta a carteira alheia ao que vai todos os dias a caminho do trabalho.




A crise parece ter chegado sem que os doutos senhores das ciências económicas tivessem levantado braços ao ar, alertando, denunciando, com esse saber que se aprende nas faculdades e tem valia científica, com o peso dos conhecimentos e estudos. Hoje, não se faz nada, desde a mudança de uma conduta, a um aeroporto, sem se garantir estudos aprofundados a grupos e grupos de intelectuais, de técnicos, de especialistas, de gente entendida, que assim, vai recheando os bolsos. Em sentido contrário normalmente aos dos utilizadores, que pagando – nunca se defendeu tanto a teoria do utilizador pagador – cada vez têm menos e são mal servidos. A crise veio, surpreendeu, mesmo sabendo nós que pululam por aí, pagos a peso de oiro, tantos sabichões competentes.




Quem sabia de algo, fechou-se em copas, alinhando na farsa, ou não se atrevendo a gritar que o rei ia nu, por falta da inocência da criancinha que a história afiança gritava a plenos pulmões enquanto o rei cada vez mais fresco, se envergonhava de vaidades e tolices. Ou por medo. Remar contra a maré exige força, temeridade, audácia. Hoje, tudo isso é coisa de filmes baratos que enchem em cinema de subúrbio, com um subtil encanto saudosista apenas comparável aos ímpetos bravios e irreverentes do escravo Spartacus tentando a liberdade para meia dúzia de gladiadores.




Escondeu-se esta crise nos corredores dos ministérios, nos governos das civilizações mais opulentas, entre accionistas da banca, e nos donos da indústria e das novas artes da computação e novas tecnologias. Enquanto os senhores do mundo aparentavam desconhecer a situação que vinha a caminho, já se ouvia a muito cliente de casa de pasto, ou ao manga-de-alpaca de uma qualquer secretaria, à rapariga da loja do centro comercial, que não podia ser assim o mundo. Andava tudo às avessas, até os bancos vinham meter dentro das contas de cada um dinheiro para uma férias nas Bermudas, para trocar de moto, para comprar um portátil, ou para simplesmente gastar, fazer figura, de tudo o que se quisesse, o que era preciso era ter dinheiro e comprar. Comprar… até mais não.




Esqueceu-se o mais elementar bom senso, e na ânsia de enriquecer meia dúzia de yuppies da economia e finança, projectou-se para inglês (e mais meio mundo) ver, uma falsa ideia de explosão económica, um el dorado sem paralelo, onde todos podiam ser mais ou menos ricos, e ter tudo, e ser gente, e fazer assim, girar papéis, em catadupa, que pareciam dinheiro, fingiam dinheiro, entre empresas, e bancos, e tascas, e casas duvidosas e gente, muita gente, de todo o tipo.




Gastou-se o que se podia e o impensável, dando lenha para arder a toda uma máquina de delírio consumista, esquecendo-se que a toda a responsabilidade costuma corresponder a costumeira contrapartida, e o que se vai buscar à loja, mais tarde ou mais cedo tem que se pagar, e com juros.




No meio da correria, entre biliões de papéis esvoaçando de um para o outro lado do mundo, os que vendem, e os que compram, os que emprestam e os que fiam aos que querem emprestar, mais aos que no meio da azáfama seguram e tudo guardam, foi-se fazendo luz, quer dizer, contas, com números, contabilidade pura, deve e haver, e havia muita artilharia comprada e o dinheiro não se percebia onde andava.




Feitas as contas, os computadores e os cérebros económicos, engrenaram mudanças e mais mudanças, buscando o desaparecido, o que faltava no meio de tudo o que era a economia responsável das nações civilizadas. Cadê o dinheiro? Não aparecia… tinha desaparecido do mesmo modo que os copos de três no estômago do cliente sedento, caiu, engolido, um pouco sem controlo, aqui e ali, mais aqui e acolá, não se sabendo, as mais das vezes, o como e o porquê da sinistra coisa.




Num toque de mágica o mundo acordou, teso, sem grana, com os bancos mendigando esmolinha, com os ricos anunciando prejuízos de tal monta que todos eles teriam de correr, mais dia, menos dia, para o banco de jardim, de farnel na mão, já se vê, solidários, chorosos, incompreendidos, a ver deteriorar-se o fato de gentleman comprado em Londres (mas com etiqueta de um qualquer pobre país de gente descalça), com os sapatos italianos a necessitar um pouco de lustro, e a barriga, a farta barriga, dando horas.




Bancos sem dinheiro. Pessoas sem poder pagar aos bancos. As empresas sem vender. As fábricas a fechar, ou a abrandar o ritmo de produção. Desemprego a aumentar. Crise geral. Das pessoa, das famílias, das instituições, das empresas, dos países, do mundo. Em crise.




Prometia-se pobreza generalizada, a democratização da penúria, a igualdade para todos. Cultos e burros, fortes e magrinhos, leves e pesados, alunos e professores, pequeninos e grandes, tudo ficava de barriga a dar horas, a viver sem tecto, sem paz, ora já se vê, nem habitação, nem saúde. No meio, salvar-se-iam, pareceria excepção, os corruptos organizados – agora em muito melhores lençóis que a ladroagem tradicionalista que se não soube actualizar – e a classe política e os seus correligionários, que fazedores de leis, e senhores da manjedoura, logo encontrariam preceitos constitucionalmente protegidos, para se continuarem a amanhar, e aos seus.




Com a crise, ao ritmo de uma música fúnebre as falências apareceram, bailando, pulando, dando saltos de um para o outro lado, arrastando nessa marcha empresas, trabalhadores, famílias, e instalando teimosamente desanimo, amargura, miséria e fome. Nalguns casos no arrasto caíram povoações, sendo que, a Islândia, como se tratasse de uma mercearia de bairro foi à banca rota afogando na revolta, na vergonha e na tristeza todo um povo.




Os novos pobres apareceram, conhecedores do mundo e da vida, habitados a camas limpas, boa mesa, carro à porta, e logo dois ou três por casa, espreguiçando férias por esses Algarves e outros lugares bem à maneira, na Europa e nos paraísos da moda, encontraram-se, repentinamente, sem dinheiro para continuar a impressionar a vizinhança e a família, não podendo suportar, agora, as despesas de correntes de um tipo de vida impossível de sustentar.




A pobreza envergonhada levou muitos a tal um endividamento, só explicável à luz de milhentas tropelias, onde mereceu destaque a fanática gula dos bancos ávidos por entregar, de qualquer maneira, a quem podia ou a quem não tinha, tudo o que alimentasse a máquina da produtividade e da economia. Ébria, selvagem, sem rumo, à solta…. E os chorudos prémios dos que apresentavam resultados. Aos entalados com tanta generosidade já pouco mais restava que receber, de chapéu estendido, não para comprar, apenas para ir pagando as prestações. Até ao dia, em que acabou o crédito, acabou o dinheiro, e ficaram contas intermináveis para pagar a cada dia certo de cada mês.




Quando surgiu esse dia, com ele chegou também a certeza de uma pobreza que parecia só possível em outros com quem nunca se relacionaram, mas que agora, em alguns casos, trocavam palavras, olhares, cumprimentos, na bicha da sopa dos pobres, ou ao levantar alimentos ou outros géneros nalguma banca de solidariedade. Ou nas salas de espera atulhadas de gente da segurança social buscando a generosidade de um subsídio, agora que muitos perderam o emprego.




Em muitos casos o apoio da família mantém longe do conhecimento público muitos casos de desespero e ruptura financeira. Os amigos, os vizinhos apoiam no que podem, alguns que pareceram toda a vida ausentes, deixam silenciosamente alguma coisa à porta de casa. A solidariedade cresceu, percebeu-se que as fatalidades não acontecem só aos de sempre, mas podem, ironicamente invadir campos que pareciam blindados a dificuldades.




Os governos do mundo tiveram, não é fácil ver destas coisas, de dar as mãos e estudar a forma de aguentar, meio vivo, um capitalismo agonizante, de concertar estratégias para que se tornasse possível, no mais curto espaço de tempo, com a maior eficácia e os menores danos, encontrar o fim do cataclismo, e com ele enveredar pelo trilho de uma nova vivencia económica.

Os estados, de um modo geral, procurando salvar a economia mundial e deitar a mão a uma situação com tão graves repercussões nas pessoas, e na vida colectiva, tomaram a iniciativa de acudir aos grandes bancos e às maiores empresas. Ao dinheiro e aos meios de transformação e de distribuição e serviços. À riqueza. Assim, os bancos e os grandes grupos económicos – no fundo aqueles que engordaram com a criação desse monstro e a sua manutenção sorvendo os meios e recursos de pessoas e empresas – começaram a receber apoios, garantias, ajudas, incentivos.




Demonstrando a velha máxima que somos todos iguais mas que uns são mais iguais que outros, aqueles que ao longo do tempo mais facilmente têm sobrevivido às vicissitudes dos ciclos económicos, encontraram, sem grande custo, a generosidade empenhada dos políticos governantes, garantindo, deste modo, a sua sobrevivência, à conta, afinal, de todos aqueles que andaram a explorar sem qualquer princípio de ética ou moral, enquanto o rei ia nu, e o povo, perplexo aplaudia, e alimentava, e dava, e sorria.




Como resposta, atentos, os bancos aumentaram os seus “spreads”, procurando de novo sorver o sangue que desde sempre o tem alimentado. Dos pequenos, dos que trabalham, das famílias, das pequenas empresas. Acautelados os ricos e o poder granjeado em berços doirados, parece tudo fazer crer, voltamos rápido ao velho esquema, nem que seja de modo camuflado em regras e palavreado, para entreter, da explosão capitalista e liberal em que uns, com a vida facilitada, pois dominam e estabelecem com facilidade as regras do jogo, voltam a lutar, num salve-se quem puder que deu belos resultados, e onde vale tudo menos tirar os olhos deles.




Cá por baixo, naquela que parece ser a economia real, a verdadeira, tudo parece diferente na resposta à crise e, à falta de peso nos meios de decisão, as empresas sem procura para os seus produtos acumulam excedentes, vendem cada vez mais barato, quando vendem, e acabam por despedir trabalhadores, não pagar salários, diminuir turnos, arrastando para uma situação insustentável milhares de trabalhadores e criando imensas dificuldades nas famílias.

Independentemente do que vai passar-se, os que tinham na sua mão a gestão de impérios, os responsáveis pelas estratégias económicas dos diversos países, os grandes patrões da indústria, da banca, os que especularam e seguem essa escola vivendo à conta, mantêm-se na expectativa, mantendo velhos hábitos como gozar belas férias, trocar de carro ou de barco, mudar de casa, colocar entre sorrisos e ares de simpatia, os filhos, a família e os compadres em bons lugares na administração e nas empresas, aproveitando, tranquilamente os tempos em que se controla tudo sem qualquer dificuldade.




Os políticos aliaram-se à especulação, à corrupção e a um compadrio ilimitado e podem ver-se com manifesto ar de sucesso um pouco por todo o lado. Sente-se que existem salários que devem esticar sem termo, originando o aparecimento de perplexidades em gente que vive muito acima do que seria razoável. Os casos que chegam à justiça acumulam-se, podendo o povo aperceber-se que nesse campo também de boas intenções se vive, sendo que os ricos têm acesso a uma justiça que os leva a tornear o que deve ser, e a impunemente fazerem o que lhes dá na real gana, enquanto os pequenos e os pobres, simplesmente não a conhecem quando necessitam de uma reparação ou de ver reconhecido um direito, e conhecendo-a, ligeira e certinha se é para aplicar um castigo, ou avultada coima a um qualquer pobre diabo.




Os critérios de selecção de um trabalhador de secretaria ou de um técnico médio, são bem menos exigentes que os aplicados aos dirigentes da administração, que encostados à falácia de “escolhidos entre técnicos de reconhecido mérito”, se escondem depois numa contratação do filho do amigo, do sobrinho do político local, a amante do senhor X, o genro do doutor, gente gira sem dúvida, mas que nunca fez nada que se visse, e pouco sabe. Vão para a administração pública, dirigir, sem nunca terem feito qualquer concurso ou prova de selecção, avaliar, em nome da modernização administrativa e da reforma da administração pública, funcionários que têm uma vida de serviço público, e que subiram profissionalmente à custa de concursos, de provas públicas e outros métodos.




Tudo parece voltar ao mesmo de sempre. Com outros nomes e com a aplicação de novas regras, tudo acabará por ser igual. O capitalismo vai lamber, como cachorro que se aventurou em campo de lobos, as feridas, e depois já com o pêlo novo lustroso, alguma cosmética e uma coleira catita, voltará a ser, em bom rigor, aquilo que é, uma máquina de procurar fortunas e de fazer ricos, uma cadeia de engrenagens onde tudo pode ser tragado, mesmo a pessoa humana, se meia dúzia, que sempre falam no interesse geral, e na riqueza das nações e dos povos, garantirem lucros sem fim aos seus bolsos. Falar-se-á na economia, na produtividade, no investimento, nos mercados, no interesse geral, na criação de riqueza e na sua justa distribuição. Sabiamente os ricos continuam cada vez mais ricos, e depois de tanta divisão o número de pobres não deixa de crescer.




Os trabalhadores? No meio de tudo isto, de tanta concertação, de tanta procura de harmonizar, no meio de bancos e empresas sustentados pelo seu salário, vê que cada vez mais vale menos, que perde importância, que é menos respeitado, que lhe roubam direitos e condições, junto às de trabalho, de vida. Os governos roubam-lhes no direito à pensão, alegando a esperança de vida, lhes rouba faseadamente parcelas e parcelas de um montante que deveria ser justa compensação a uma vida de trabalho. Em nome da competitividade perde salário. No interesse de um patronato saudosista que sempre espreita o tempo da outra senhora, vê alteradas as condições de trabalho, ainda mantendo milagrosamente alguns direitos como a férias, ou a horário de trabalho ou ordenado mínimo.




Em nome da crise e para salvar a economia alguns patrões só não falam em escravatura porque parece mal, e poder ser chocante, mas lá vão dizendo com o ar mais inocente do mundo que é uma irresponsabilidade o trabalhador exigir ou ter direitos quando a empresa está em risco. E claro todos ganhariam mais se o trabalhador ganhasse menos e trabalhasse mais. Ou simplesmente deixasse de comer, ou de precisar de higiene no trabalho.




Por tudo isso, parei a reflectir quando vi a manifestação europeia contra a crise dos trabalhadores europeus. Em Madrid, no dia 14 de Mio de 2009. Os tempos estão difíceis, terão de travar-se outras batalhas que não somente de bandeiras erguidas a expressar a revolta por todo um ataque aos trabalhadores e aos que desejam trabalhar que todos, desde a esquerda à direita, não deixam de fazer. A bem da dita economia.




Como nota final, um manifestante levava um pequeno cartaz donde se podia ler; “Empresta-se aos bancos o que se rouba aos trabalhadores”




Tempos difíceis… quem havia de dizer????...