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07 abril 2009

Chama-me, chama-me por favor…




Chama-me, chama-me por favor
Lá da estrela mais alta onde te escondes
Do mundo imaginário onde estás
Da varanda de cristal onde te creio

Abre-me os braços e esconde neles a minha loucura
Sorri para mim e derrete todo o meu descrédito
Toca-me de mansinho e acorda-me
Faz-me pensar que vivo, ilude-me
Faz-me crer nas mais inconcebíveis quimeras

Chama-me, diz o meu nome, baixo,
Sussurrando, di-lo, como só tu podes fazê-lo,
Aos ventos, á brisa, às aves dos céus
Espalha, por mundos e universos
A nova da inexistência que te quer
Conta-o. Sem medos, aos mares, aos rios
Deixa correr, ser levada nas águas sem fim
Esse conto de ilusão

Chama-me, faz-me crer que me queres
Abre os braços afogando nele incontáveis
Esplendorosos e inúmeros desejos
Dá-me o teu peito, embriaga-me nesse calor
De vulcões erguidos explodindo ternuras

Chama-me, ilude-me, sonhador
Irei descontroladamente voando
Alienado e provocante nos ares
Crendo que caminho para perder-me, contigo,
E que vamos, deitados nas alvas nuvens
Deixar de ser o que nem sequer somos
Nós próprios, eu em mim, tu, reflexo
De um magnífico querer
Enquanto, fazemos o acto perdido
De nunca nos encontrarmos

Chama-me, por favor, diz baixo,
O nome que julgo pertencer-me
E perde-me totalmente
Em vendavais de carícias
Em beijos de delírios, em um tudo,
Em ti,
Chama-me, chama-me, pelo nome
Por favor, perde-me,
Chama-me.


2 comentários:

mariam disse...

Pedro,

FANTÁSTICO! tenho estado a ler este e os restantes poemas, muito bonitos, e, inspiradíssimos... parabéns!

as imagens são LINDAS!

um grande abraço
beijinhos
mariam

Mariana disse...

Gostei bastante!!Aliás,adorei!!Volto de nov.Deixe a porta aberta,ou a chave debaixo do tapete.Beijos