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12 março 2009

Sem tempo...



Na relatividade o tempo é exemplo de como sendo pode não se ser, e sendo pode em boa verdade não parecer que se é. O tempo cujos minutos têm um peso imensamente distinto quando olhamos uma maravilha que nos toca e quando deparamos com qualquer fealdade que nos causa repulsa. Como o minuto da tal viagem em que se corre a abraçar a noiva que se ama nunca passa, e aquele que a caminho da forca não deixa de correr, cada vez mais.

O tempo... que nunca é quando somos jovens, e tudo parece seguir calmo e lento para nosso desespero. E queremos que corra. Tempos depois, quando não é possível já bloqueá-lo, teima em não desacelerar.

O tempo... que se tem ou não, que passa rápido ou devagar. Mesmo sem tempo ele anda por aí, não se sabe bem donde, girando, igualzinho, rodopiando, pulando.

Dediquei esta máquina que dificilmente pode controlar qualquer tempo, mas foi feita para esse fim, a quem aprisionado em igual maquinismo, ou não, nela vê, ou viu, beleza e importancia.

Belas máquinas do tempo... naqueles lugares onde se corria, se pegavam as malas, se davam beijos e abraços e se dizia adeus, com lágrimas nos olhos.

Hoje, com ou sem o dito tempo, as máquinas estão sem vida, ali, vigilantes de tantos silencios e de tantos nadas, testemunhando um abandono que é morte anunciada.

Que te não falte o tempo, na justa medida, e que nunca te sintas escrava destas maquinetas de ritmo sempre igual. Que o tempo seja sonho, seja luz, seja alegria, seja caminho, tranquilo, seguro, que te leve a donde está o teu olhar.

É teu o tempo. Gasta-o bem...

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