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12 março 2009

Ao sabor do vento



Sinto-me feliz... sonhei que viajava por esse mundo fora em busca de um lugar cheio de magia, lá longe, onde existem promessas de paz, de tranquilidade, de calor e sol, de mar, muito azul, desse mar imenso que se perde no azulinho sem fim dos céus. E alegria, movimento, cor, música...

Lá longe, aonde nunca ninguém foi capaz de chegar... cheguei eu, sem que algo da física ou das milhentas teorias que governam o mundo possam fundamentar, e encontrei ânimo, novas e redobradas forças, e vontade de viver, ... esquecendo os milénios de escravidão assentes nos ombros, nas voltas que a terra já deu sobre si mesma, na origem do dia e da noite, tudo deitei para trás das costas, para o desconhecido, para as sombras.

Comecei a dançar. Quem foi o pensador que dizia só acreditar num deus que soubesse dançar? Dancei, dancei... ouvi música suave. O paraíso, tanto o perdido como o que acabara de encontrar, estava ali, aos meus pés, doce, simpático, entregue, dado... como coisa exclusiva num milhão de estrelas.

Acordei de repente, quando aqui na terra um letrado qualquer, desses que sempre nos hão-de dar cabo do dia, me chamava em tom erudito: "Ó patego olha o balão!"

Olhei, puxa, lá ia ele, suavemente, por cima do mar... O balão

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